sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A presença das crianças nas redes sociais

Redes sociais são uma verdadeira febre, independente da idade ou classe social. Todos participam, falam a respeito e quem deixa de participar fica socialmente alienado.
No Brasil a aderência a este tipo de serviço é uma das maiores do mundo. Crianças entram, em média, aos nove anos de idade nestas redes, com o consentimento de seus pais, amigos e conhecidos, já que estes também participam.
Apesar dos riscos, pais afirmam assumir a responsabilidade na orientação e vigilância sobre a forma de uso da internet e comunidades virtuais por seus filhos. Privacidade, segurança, e até o monitoramento de perfis quase que diariamente estão entre as preocupações dos pais quando se fala de internet.
A palestra que deu origem a esse post é sobre E-Life, ministrada pela responsável pela área de pesquisa da empresa Turner, Renata Policico. A Turner é uma programadora de canais por assinatura responsável pela distribuição do Cartoon Network, TNT, CNN e outros. A fim de obter resultados mais satisfatórios para seus espectadores em todas as plataformas, a empresa se compromete a realizar anualmente a pesquisa Kids Expert em países da América Latina, como Colômbia, Venezuela, Brasil e Argentina, que o foi tema principal da palestra.
O projeto Kids Experts, que se refere a como a internet e o mundo mobile impactam a vida das crianças e adolescentes, revelou que as crianças (6 a 12 anos) passam 2h na internet, de 3 a 4 vezes por semana, enquanto os teens (12 a 17 anos) passam  de 3 a 4h na internet, todos os dias. Além disso, foram expostos 6 insights analíticos retirados da pesquisa. São eles:
1-      Cada criança usa a internet do seu jeito: crianças buscam diversão e jogos, enquanto os teens procuram se comunicar e socializar.
2-      88% das crianças e 95% dos teens estão nas redes sociais: procuram ver e ser vistos e ter companhia constante, por dizem que nunca se sentem 100% sós quando estão online.
3-      A web como palco social: não estar nas redes sociais compromete a vida social offline, já que as crianças e adolescentes pesquisados dizem que estão nas redes sociais porque todo mundo está. Para as crianças, as redes sociais são para todas as idades, e para os teens, as crianças não deveriam participar delas.
4-      Crianças e adolescentes sabem dos riscos da exposição nas redes: as crianças com menos de 11 anos tem mais noção de privacidade que os adolescentes e adultos, e postam principalmente o que acontece na escola.
5-      Brasileiros se consideram criativos nas redes sociais: esse resultado foi encontrado através da pesquisa “Qual seu perfil nas redes?”
6-      Senso crítico elevado: quando pedem algo aos pais, já levam todas as informações necessárias, como preço, onde comprar e características do produto, tudo isso através da internet. As crianças e adolescentes também entendem que ser o primeiro a postar sobre algo novo aumenta a popularidade online e offline.
Neste contexto, é fundamental que os pais conheçam a fundo o ambiente virtual para melhor orientar seus filhos, saber onde é seguro e, em comum acordo, decidirem onde é mais interessante crianças freqüentarem. O Facebook, por exemplo, exige a idade mínima de 13 anos para o cadastro de um novo usuário. Quem burlar esta lei, viola a Declaração de Direitos e Responsabilidades. Contas de menores de 13 anos descobertas pela equipe do Facebook são imediatamente apagadas. O motivo desta norma é o COPPA (Children's Online Privacy Protection Act), lei federal norte-americana que regulamenta o fornecimento de dados pessoais de crianças menores de 13 anos de idade. Empresas que ofereçam websites para o público infantil devem incluir diversas políticas de privacidade, a obrigação de obter o consentimento parental e responsabilidades relativas à proteção da privacidade e segurança online das crianças, o que acarreta em custos e enorme carga administrativa.
Se o Facebook, Myspace e Orkut não se dedicam às necessidades especiais do público infantil, pesquisamos outras alternativas desenhadas especialmente para este público. Os pais podem ficar tranqüilos quanto à segurança de dados, privacidade e atividades de seus filhos em qualquer uma das redes sociais abaixo, já que foram especificamente desenvolvidas para crianças menores de 13 anos de idade e ajudam na introdução de crianças às redes sociais “mais maduras”, como o Facebook. São elas:

Giant Hello: Foca em crianças e pré-adolescentes (entre os 7 e os 13 anos) que já não se sentem confortáveis em sites infantis, mas que ainda não têm idade para aderir ao Facebook, por exemplo. Há diversos jogos sociais online (fundamental para agradar crianças), possibilidade de enviar convites de amizade, páginas de perfil personalizadas que amigos podem viasualizar, troca de mensagens, fotos, comentários, “fã pages” de celebridades e produtos (excelente oportunidade para marcas) e até um quadro de anúncios publicitários feito com base na atividade dos utilizadores, para que a mensagem seja adequada.
O site verifica o consentimento parental antes das crianças poderem usufruir de todas as possibilidades, não permite que textos e fotos sejam encontrados em sites de busca e há um filtro de linguagem imprópria. Além disso, só dá para se começar uma amizade com quem se conhece pessoalmente, através de um código impresso que se entrega a colegas.
Imbee: Esta rede social permite que os usuários compartilhem seus diversos interesses, como playlists, vídeos e notícias sobre a cultura pop, além de bater papo. As normas de segurança estão em conformidade com a COPPA e há uma exigência de autenticação da identidade através de cartão de crédito dos pais para as crianças navegarem.
ScuttlePad: Ideal para crianças dos 6 aos 11 anos, além de ajudar na socialização das crianças com seus amigos, ajuda também na gramática e alfabetização. Isso ocorre porque o site oferece listas de verbos e sujeitos pré-aprovados, o que auxilia os utilizadores a aprenderem e construírem frases corretas, além da melhora na gramática. Para entrar no ScuttlePad os pais registram os seus filhos usando seus próprios endereços de email mais uma palavra-passe única. As crianças podem encontrar os seus amigos ou fazer novos, de qualquer lugar do mundo. Em termos de segurança, ensina às crianças o básico sobre a socialização em rede e sobre a importância da privacidade online.
Skid-e-Kids: apresenta-se como uma rede social ideal para a faixa etária dos 7 aos 14 anos de idade. Lá, crianças podem jogar e ver filmes adequados à sua idade, convidar e socializar com os seus amigos e colegas, trocar e vender brinquedos e jogos de vídeo e até conseguir ajuda para lições de casa, no mural de perguntas. Foi concebida para dar às crianças o entusiasmo e sensação de se estar no Facebook, mas de maneira que os pais tenham a garantia de sua segurança. Como benefícios adicionais, esta rede social é divertida e educacional onde quem manda são os pais, que dispõem de ferramentas que lhes permitem ver todos os amigos e atividades em geral dos filhos em tempo real.
O TogetherVille é do grupo  Disney, que como em todas as suas ações, pensou em algo para toda a família. Nele, os pais podem criar vizinhanças seguras para os seus filhos pequenos, e todas as pessoas com menos de 13 anos podem aderir. Nesta rede é possível jogar, fazer desenhos, ver vídeos, comunicar-se com amigos e familiares (o contato fica restrito para pessoas conhecidas). Coloca os pais e outros adultos de confiança dentro da experiência da criança no sentido de promover a interação e a aprendizagem online que os ajuda a tornarem-se cidadãos digitais responsáveis.
What´s What?: É um serviço apenas para crianças entre os 7 e 13 anos de idade. Em conformidade com a COPPA, o bullying não é permitido, promovendo comportamentos online positivos, segurança na Internet e aptidões relacionadas com a vida que beneficiam as crianças.
Club Penguin: é uma rede social destinada a crianças de 6 a 14 anos, mas pode ser acessada por pessoas de todas as idades. Nela os jogadores criam um pingüim e passeiam pela ilha do Club Penguin, participando de uma série de atividades. Os usuários podem conversar, mandar cartões com mensagens, usar emoticons ou escolher dentre uma série de ações pré-definidas, como acenar ou dançar. Existem muitas outras atividades no Club Penguin, que são atualizadas semanalmente. No site, existem bate-papos seguros, com um menu fixo de frases e saudações que podem ser utilizados pelas crianças. Além disso, os pais têm a possibilidade de gerenciar a conta dos filhos, visando maior segurança.
            Concluindo, pudemos perceber, com a palestra e pesquisas na internet, que as crianças estão cada vez mais presentes nas redes sociais, além de cada vez mais exigentes com relação ao conteúdo. As empresas que quiserem atingir esse público alvo devem estar sempre atentas aos movimentos do mercado, e às exigências deste público, que são muito específicas. Hoje em dia, apenas um joguinho já não os agrada mais, é necessário buscar sempre inovações e manter o caráter social das redes, captando o máximo de crianças, dentro e fora da internet. 


Referências:
http://www.miudossegurosna.net/artigos/2011-03-04.html
http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/index.php?option=com_content&view=article&id=5829:criancas-brasileiras-sao-as-mais-novas-em-redes-sociais&catid=9:pesquisas&Itemid=359
http://www.clubpenguin.com/pt/company/news/Club_Penguin-QA.htm#what

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