Renata Policicio, coordenadora de pesquisa da Turner Internacional, apresentou aqui na ESPM a última pesquisa Kids Experts realizada para o Cartoon Network.
O Kids Experts é uma pesquisa anual criada para identificar o comportamento do público-alvo do Cartoon Network. Em sua última edição, o tema abordado foi “Como os meios digitais impactam na vida das crianças”.
Para realização do estudo, foram feitas pesquisas junto aos seguintes públicos:
- Crianças (de 6 a 11 anos)
- Teens (de 12 a 17 anos)
- Adultos (de 18 a 49 anos)
A pesquisa apresentou resultados quantitativos e qualitativos, sendo realizadas 16 entrevistas em profundidade e 3750 entrevistas online na América Latina. Renata pontuou que, apesar de não ser fácil realizar pesquisas com crianças, ela garante que a internet faz parte da vida dessa geração.
“Essa é a geração do clique.”
A pesquisa resultou em 6 insights analíticos:
#1 Cada geração usa a internet do seu jeito.
O uso da internet reflete o dia-a-dia de cada geração. Desde sempre as crianças buscam por diversão e na internet não é diferente. O que a criança quer nas redes sociais e nos sites é se divertir e interagir. Do mesmo jeito que há alguns anos a menina brincava de boneca, agora ela brinca em um aplicativo em que pode escolher roupas para sua boneca virtual. O menino agora brinca de carrinho nas corridas virtuais. Já os adolescentes procuram a internet para se comunicar e socializar com os amigos. Pertencer a um grupo sempre foi uma necessidade presente nessa faixa etária. Confira as atividades mais importantes para cada faixa-etária:
Primeira atividade mais importante:
6-11 anos: Jogar
12-17 anos: Ouvir música
18-49 anos: E-mails
Segunda atividade mais importante:
6-11 anos: Buscar informações para trabalhos da escola
12-17 anos: Bate papo com os amigos
18-49 anos: Informações e notícias
#2 Que negócio é esse de rede social?
As pessoas estão entrando nas redes sociais cada vez mais cedo. 88% das crianças e 95% dos adolescentes participam de alguma rede social. Na maioria das vezes seu perfil foi criado por outra pessoa, como pais, irmão, amigos e vizinhos.
As crianças brasileiras e venezuelanas são as mais conectadas. Todos eles têm o primeiro contato com a rede no papel de caçadores de diversão. Nesse insight, a Renata pontuou que as crianças não dividem mais o offline do online. Não existe um “amigo só online”, uma “foto só online”, uma “brincadeira só online”. Tudo já faz parte da vida delas da mesma forma. Na verdade, a Renata pontou que para as crianças é até difícil distinguir o que é on e o que é off. Para elas, esse tipo de pergunta não fazia sentido.
#3 A web como palco social
Nesse insight, Renata contou uma interessante história sobre uma garota que não foi convidada para um aniversário pois não fazia parte da rede social Orkut, e os convites foram enviados por lá. Sem dúvida, esse foi um marco na vida da criança, que se sentiu excluida do grupo de amigos. Nessa idade, festas de aniversário e encontros com os amigos são super importantes para construção da vida social da criança.
Esse é mais um exemplo de como para os pequenos a distinção de on e offline não existem.
Ao serem questionados sobre suas fotos publicadas no Facebook, um menino respondeu ˜Se está lá é porque quero quer todos vejam, quero que todos comentem˜. É evidente que esse meio de exposição ajuda as crianças e pré adolescentes a constituirem sua imagem, sua personalidade e seu lugar no grupo.
Para as crianças, as redes sociais são livres e para uso de todos. Já o jovens e adultos dizem que as redes sociais são apenas para eles, excluindo as crianças da possibilidade de manter um perfil.
#4 Privacidade
Nessa fase, os gerenciadores da pesquisa foram surpreendidos. As crianças disseram que é normal o pai ou a mãe terem a senha de seus perfis. Do contrário do que se era imaginado, esses novos usuários sabem dos riscos da exposição nas redes sociais. Eles tem perfeita noção de que precisam do monitoramento dos pais e não se importam com esse acompanhamento.
Para explicar esse ponto, Renata fez uma comparação muito interessante. “O Facebook é como aquelas agendas que nós tinhamos quando éramos crianças. As agendas estavam lá para todo mundo ver e perceber o quanto somos queridos. Agenda é diferente de diário”. Exatamente pela rede social existir para ser vista, as crianças não se preocupam em compartilhar suas senhas com os pais.
Para os entrevistados, o que é aceitável falar nas redes?
- * Contar o que está rolando na escola
- * Escrever sobre experiências com marcas e produtos
- * Assuntos “polêmicos” ou do momento
O que não é aceitável?
- * Contar problemas pessoais
- * Falar muito sobre a vida pessoal dos outros
* Contar toda hora a sua localização
#5 Brasileiros são ativos
Como já ditto anteriormente, os brasileiros marcam presença na internet. A nova geração tem como comportamento comum participar das redes e expor suas opiniões. Não é mais uma escolha "estar ou não estar online". Isso já é normal, já faz parte da vida das pessoas.
#6 Senso crítico
A pesquisa conclui mostrando que hoje o usuário é muito mais consciente sobre os benefícios e maleficios da internet. Todos os usuários, inclusive crianças, sabem seus limites de exposição e não são passivos frente aos conteúdos postados. Há um forte engajamento para pesquisas e busca de conteúdos qualificados para a formação de opinião.
No fim da apresentação, Renata Policicio contou outra curiosidade: A primeira coisa que uma criança faz antes de pedir um presente aos seus pais é pesquisar o preço na internet. Depois disso, elas pesquisam as características do produto e os locais de venda. É uma forma de argumentar, deixar o processo mais simples para os pais e garantir o presente =D
Confira o canal do Cartoon Network no Youtube, sua Fanpage no Facebook e veja como eles se comunicam com a geração do clique pelas redes sociais!
Veja também a nota que saiu sobre a pesquisa Kids Experts no Clube de Criação de São Paulo: http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=54704
CSO 6D
Bruno Quadros
Felipe Pacheco
Geovanna Sobrinho



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