quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mídias digitais na atualidade

            A palestra apresentada por Michel Lent, vice-presidente da empresa Ponto Mobi, nos mostrou a evolução dos meios de comunicação, e como as mídias digitais vem ganhando importante espaço nos dias de hoje, espaço que deve aumentar cada vez mais nos próximos anos.
               
Não se pode afirmar que a invenção do telefone celular ou do computador pessoal tenha sido algo irrelevante. Pelo contrário, foram verdadeiras revoluções tecnológicas na época de seu surgimento. Porém, não havia nenhuma relação entre eles. Cada um tinha funções diferentes e bem definidas. No entanto, o que vem ocorrendo recentemente é uma convergência entre estes meios, que estão, de certa forma, caminhando por caminhos semelhantes.Por um lado, vemos o surgimento de computadores portáteis, cada vez menores. Por outro, vemos celulares com funções que vão muito além das ligações telefônicas, já não é possível encontrar celulares que fazem apenas essa função primária. Tudo isso culmina no que vemos hoje: de um lado, notebooks, portáteis e potentes, auxiliados pelo surgimento das redes sem fio. De outro, smartphones, celulares com tela sensível a toque que também acessam a internet, baixam aplicativos, tocam músicas, capturam fotos, enfim, um verdadeiro aparelho multifunções de bolso. E, ligando estes dois meios, aparecem os tablets, com funções semelhantes à smartphones, mas maiores e com mais possibilidades, principalmente de interação, algo que as marcas vem tentando explorar, desde o lançamento do iPad, o primeiro tablet lançado comercialmente.


Ao que tudo indica, a tendência das mídias é, nos próximos anos, traçar este caminho de convergência. Um vídeo apresentado na palestra mostra a vida em uma casa em um futuro próximo. A grande diferença em relação aos dias de hoje é exatamente que as mídias estão completamente integradas. Não haverá mídias separadas, tudo estará integrado, tanto na questão tecnológica como na questão de rotina. A tecnologia no futuro será algo bastante habitual de se usar. Não importa se é uma televisão, uma mesa, um aparelho celular, ou até mesmo uma geladeira, tudo poderá servir como plataforma, sendo capaz de reproduzir um vídeo, receber comandos de toque, baixar aplicativos, etc. Ou seja, chegamos à conclusão que, em pouco tempo, não será a tecnologia o diferencial entre produtos, e sim o número de aplicativos compatíveis a cada um. A tecnologia virará commodity.

Nos dias de hoje, ainda não temos todos os aparelhos equipados com esta tecnologia. No entanto, notebooks, tablets e smartphones já são realidade, e estão crescendo de maneira expressiva no Brasil e no mundo. Com eles, a produção de conteúdo sofreu, nos últimos anos, uma mudança drástica. Antes, a informação era relativamente limitada e escassa, vinda dos meios de comunicação tradicionais.Desde a última década, com a presença da internet, e dentro dela a criação de blogs e redes sociais, podemos dizer que a produção de conteúdo é exaustiva. Qualquer pessoa torna-se um produtor de conteúdo. Não é mais possível ficarmos a par de tudo o que é publicado na internet, a própria idéia de tentar é absurda.


Juntando todas estas informações, podemos entender como funciona a disputa das marcas no mundo das mídias digitais através de duas premissas:

1-      As marcas devem entender que seu público não tem tempo de sobra para interagir com qualquer ação de comunicação ou aplicativo criado. O tempo gasto com essa interação disputa espaço com o tempo de entretenimento que as pessoas têm, e que é limitado. A isso se dá o nome de “Share of Time”, pois as marcas tentam fazer seu público gastar um pouco de seu valioso tempo com elas.

2-      O conceito de concorrência é algo muito mais amplo. Na internet, por exemplo, uma página sobre esportes não concorre apenas com páginas de conteúdo semelhante, mas sim com qualquer página da internet, pois tudo depende do tipo de conteúdo que o internauta deseja acessar. Em um tablet, alguém pode pensar em ler uma revista, mas no final se decidir por gastar seu tempo jogando um jogo. Ou seja, se destaca aquele que criar formas de entretenimento que sejam mais atraentes. A decisão de baixar um aplicativo ocorre com milhares de outros aplicativos à disposição ao mesmo tempo. Apenas os melhores obtêm sucesso.


            As marcas não podem mais se comunicar por interrupção, atrapalhando o consumidor enquanto ele vê um programa na TV ou ouve uma música no carro. Elas têm que prestar serviços e criar ações que engajem as pessoas por essa ação ser relevante para elas, e não apenas porque aparece no intervalo do futebol na TV. Por isso, as marcas estão procurando cada vez mais criar aplicativos para smartphones e tablets, que é uma maneira de prestar uma serviço útil ao consumidor, que pode ser desde mostrar a previsão em tempo real a facilitar as operações bancarias do consumidor, com a marca atrelada a esse serviço, como provedora dele. As marcas que entendem este cenário conseguem se destacar no mundo digital. Daqui a alguns anos, pode ser que esta compreensão se torne essencial para sua sobrevivência, visto que tudo indica que o digital abraçará a comunicação de maneira geral.

CSO6E - Grupo 7
Augusto Antunes
Bruno Takaoka
Raphael Costa
Raphael Valenti
Renato Salles
Santhiago Oliveira


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