Já se foi a época em que só havia as opções, radio, TV e leitura como entretenimento nas horas vagas. Já se foi o tempo da máquina de escrever, da fita cassete, do cd e da indústria pornô. A internet chegou e juntou tudo isso em um lugar só, e as mudanças não param por ai.
Michel Lent, vice-presidente do grupo Pontomobi, empresa líder em marketing móbile no Brasil, trouxe para as salas da ESPM uma discussão interessante. Segundo ele, a inclusão digital se dará através dos dispositivos móveis. Se você acha que nunca vai conseguir comprar seu Ipad, não tenha pressa, o primeiro celular custava 3,995 dollares; hoje existe o Iphone e ele custa mais barato que isso. Com a popularização da tecnologia de smartphones, logo essa plataforma que está cada vez mais barata, será acessível a milhões de brasileiros.
Com um tablet ou um celular, as pessoas ficam cada vez mais horas a fio conectadas. Elas estão ligadas nas redes sociais, e publicando conteúdo em locais que antes era impossível, como na rua, no restaurante, no ônibus. É quase como se as pessoas estivessem 24 horas conectadas. Esse conteúdo, criado pelos UGC, User Generated Content, já é o principal tipo de conteúdo consumido no mundo, ultrapassando canais de veículos de mídia tradicionais. A tendência é esse numero aumentar ainda mais com a democratização dos dispositivos móveis.
É muita informação sendo produzida. Muito lixo também. Ai que entra outro problema, a relevância. O usuário é bombardeado por milhões de informações inúteis. Há cada vez mais o papel das redes sociais em trazer o que é relevante ou não. Então cabe a nós, como profissionais de comunicação, criar ou atrelar alguma coisa que valha o tempo do consumidor.
SHARE OF TIME, não share of mind, nem share of wallet, pro inferno com o share of heart. Utilizando as palavras do Lent, o tempo é a coisa mais preciosa que temos hoje. Passou a época em que as únicas coisas para fazer nas horas vagas era rádio, TV e leitura; hoje além das nossas atividades diárias, temos infinitas formas de entretenimento para serem realizadas em um tempo restrito.
Qualquer informação que você publique, estará concorrendo com outras infinitas. O site de noticias da revista Época concorre com o aplicativo de receitas de cupcakes, músicas dos Strokes, com aplicativo do Instagram e outras formas inimagináveis de entretenimento. A escolha será feita dependendo do que é mais relevante para o usuário no momento.
Segundo Lent, em um futuro não tão distante, a tecnologia será irrelevante. Sim irrelevante, pois elas serão tão parecidas entre si que o que vai começar a diferenciar um smartphone do outro é qual tem mais opções de entretenimento. Não câmeras de 15 megapixes, vídeo conferencia, tela touchscreem, nada disso. Serão os aplicativos que farão a diferença. Qual o celular tem mais entretenimento, qual tem mais aplicativos compatíveis ao sistema operacional.
É ai que entra a produção de conteúdo e a necessidade de ser criativo, criando algo relevante. Um aplicativo idiota e engraçadinha pode te divertir uma ou duas vezes, mas eventualmente cairá no limbo do teu Iphone. O que as marcas precisam e querem, óbvio, é criar um fenômeno como Angry-birds , ou dando um exemplo relacionado a marca, o Nike +.
Há marcas fazendo coisas criativas por ai, mas ainda a ideia de criar um aplicativo bem estruturada como parte da campanha de marketing de uma empresa, em que ele funciona como uma plataforma integrada à campanha, e não como outra mídia dizendo a mesma coisa que o comercial de tv. As mídias em uma campanha devem uma acrescentar a outra, sem dar muito trabalho para o consumidor.
Moral da história: nunca tivemos tanto material disponível em nossas mãos; temos tecnologia e informação de sobra, falta só um pouco de criatividade. Fica a dica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário