segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que se faz em um rede social?

Em um mundo onde a tecnologia não é parte do futuro, mas já está presente no cotidiano, como se sempre estivesse, falar de redes sociais e interatividade entre pessoas através de plataformas digitais já é também assunto corriqueiro.
Entretanto, sob um olhar mais profundo e com abordagem profissional, Ivan Casas, diretor eCMetrics, veio à Espm dar uma palestra apresentando seu trabalho e o panorama das redes sociais, sobretudo na América Latina.
Sobre a ECMetrics: a empresa é uma consultoria com foco em redes sociais, e auxilia empresas a não somente estar presentes nessas plataformas, mas a interagir com o consumidor de forma ativa e criativa, criando uma conversa com os usuários das redes, focando principalmente uma participação bilateral.
Mercado brasileiro: onde e como estamos?
Criado em 2004 e com sucesso massivo a partir de 2006, a rede social de maior penetração no Brasil era o Orkut. Era. Se durante anos o vocabulário do usuário de redes sociais no Brasil englobava palavras como comunidade, testemonials e scraps, aos poucos o Facebook vem ganhando espaço e substituindo inclusive o que se consome nas redes sociais. 


Mas há um ponto importante que revela o comportamento nas redes sociais: a queda do Facebook foi iniciada por usuários de classe A, hoje praticamente todos integrandos à nova rede, enquanto usuários de classes BCD estão iniciando a migração agora ou ainda permanecerão por muito tempo. Porque isso ocorre? Duas hipóteses: o Facebook, por ser estrangeiro, por muito tempo só era habitado por pessoas de outros países e portanto a comunicação deveria ser em inglês. Além disso, porque alguém teria uma conta no Facebook, se não tivesse amigos também presentes lá? Esses dois condicionais só seriam completados por pessoas de classe A, com maior poder aquisitivo e educacional e com contatos fora do país, seja por viagens ou por relacionamentos ocasionais.
Entretanto, com o comportamento novidadeiro do brasileiro, a rede já começa a receber cadastros de uma grande quantidade de usuários daqui, fenômeno que para muitos, exclusivistas, deveria ser chamado de orkutização do Facebook.
Mas de maneira geral, para que tem servido uma rede social?
Engana-se quem disser que uma rede social é um espaço onde apenas relacionamentos são desenvolvidos. Com a presença crescente de marcas nesse ambiente, especialmente através de publicidade, os usuários tendem a usar esse espaço como fonte de informações na busca de produtos e recomendações de conhecidos - e desconhecidos. 
O usuário busca e recomenda marcas e informações antes de comprar, porque vêem
credibilidade nas informações divulgadas na internet, mesmo não sendo criadas por uma entidade de respeito ou credível. Isso significa dizer que o consumidor ganhou poder e voz confiável na internet. Informações que antes eram apenas buscadas em parentes e amigos próximos ou com especialistas, são buscadas nas milhares de opiniões expressas na rede. 
O consumidor/usuário ganhou poder, inclusive, sobre as marcas: o que antes era de exclusividade da gestão da marca, agora está nas mãos de qualquer um que tenha uma conta em uma rede social e esteja disposto a construir um conteúdo sobre um produto, seja ele positivo ou negativo.
E disposição não falta. Segundo Ivan, 90% dos usuários estão dispostos a criar um conteúdo, postar em alguma rede social e divulgar para seus amigos. E para aproveitar essa disponibilidade total dos usuários, algo que inimaginável no passado e sonho de qualquer empresa, as marcas precisam saber utilizar corretamente essas ferramentas, não apenas divulgando, mas criando laços entre marca e consumidor.


Um exemplo da boa utilização das redes sociais no engajamentos dos consumidores é o My Starbucks Idea, no qual os consumidores são convidados a sugerirem novas receitas e blends para a cafeteria. Aproveitando da paixão que a rede de cafeteria inspira as pessoas, uma ação como essas aproxima ainda mais os consumidores da marca.

Grupo:
-Allan P.
-Christian M.
-Gabriela M.
-Larissa M.
-Maria Fernanda P.


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