quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Produção, Compartilhamento e Consumo de Mídias Sociais

Pesquisa realizada pela ecMetrics aponta interação, comunidade e relacionamento, como características principais das mídias sociais.


São Paulo - A palestra do dia 15/09/11 foi realizada pelo Iván Casas, CEO da empresa ecMetrics, que estuda as mídias sociais e atua em toda a America Latina. A pesquisa apresentada em aula foi a “produção, compartilhamento e consumo de mídia social”, que trouxe o panorama geral de como as redes sociais estão atuando nos últimos anos e a influência que elas possuem sobre o comportamento dos usuários.
O objetivo da pesquisa foi justamente entender o comportamento dos usuários de redes sociais: onde entram, que vídeos baixam, o que fazem nas redes sociais. A amostra foi composta por 4.310 internautas latino-americanos, incluindo Brasil, Peru, Venezuela e Chile.

Quando se fala no status atual das redes sociais, Iván fez uma comparação com o jazz, visto que os acontecimentos nesses meios são imprevisíveis. Não se sabe o que vai acontecer em seguida, podemos até prever, mais surpresas são sempre obstáculos para essas previsões e estudos.

As principais características que definem mídia social na atualidade são interação, comunidade e relacionamento. O que antigamente se resumia em tecnologia, hoje se resume em relacionamento, de forma que as pessoas façam parte de um grupo, se sintam parte de uma comunidade social. Hoje em dia, a mídia social está presente em todo lugar não importa mais a classe social, lugar ou idade. Ao todo, 99% dos internautas brasileiros já acessaram redes sociais, o que mostra a tamanha representatividade desse meio na via online.


A base da pirâmide de renda também obteve um grande crescimento com relação ao acesso à internet e os meios digitais. Podemos analisar isso pelo uso das redes Orkut e Facebook. O primeiro, nos últimos meses, caracterizou-se como um meio em que os usuários pertenciam a uma classe mais baixa e o segundo, como uma rede em que usuários de classe A/B utilizam. Mas no mês de setembro de 2011, o Facebook ultrapassou os usuários do Orkut, sendo a segunda opção de rede social entre os consumidores, apesar do Orkut ainda ser muito representativo no mercado brasileiro. Além disso, ao se analisar a penetração da internet, os TOP 10 países, abrangem, em sua maioria, países emergentes, como Brasil, Venezuela e Filipinas. O Brasil aparece em terceiro lugar, com 23,7% de penetração. A pesquisa também mostrou que pessoas de mais idade, principalmente mulheres com mais de 55 anos, é a demografia que mais cresce no Facebook.


Portanto, pode-se perceber que a rede social é um fenômeno universal e a nova era do relacionamento engloba diversos programas e aplicativos para disseminar esse relacionamento. Dentre os programas mais utilizados estão: Skype (663 milhões), TencentQQ, Facebook (600 milhões), Qzone, Windows Live Messenger, Habbo, Twitter, Gmail, Vkontakte, Orkut (120 milhões), Bebo, Badoo e Sina Weibo. Nesses meios, a pesquisa mostrou que os hábitos dos usuários ao usar redes sociais são principalmente conhecer pessoas, mostrar qual grupo pertence e ficar em contato com amigos. Os blogs também passaram a ser grandes influenciadores para disseminar informações. Eles são importantes para conhecimento, notícias e aprender coisas novas. Os países que mais visualizam blogs são Chile, Columbia e México. Os blogs são importante para determinar como as empresas estão atuando no mercado com seus produtos/serviços, pois 29% dos consumidores acessam blogs para pesquisar recomendações sobre produtos.


Engajamento em mídia social:

5% dos usuários são criadores de conteúdo (textos, fóruns, vídeos, fotos)


15% compartilham opiniões e comenta conteúdo já criado


35% procura informações sobre marcas, produtos, serviços


25% as vezes procura informações quando precisa


10% não se envolve, mas gostaria


10% não se envolvo e não pensa em se envolver


No entanto, o consumidor também passa a ter grande poder sobre a nova realidade do marketing digital, pois as empresas não têm mais propriedade sobre a marca e, sim, o consumidor que hoje procura interagir com elas. Ele também é o multiplicador das informações, seu poder de atingir públicos e disseminar mensagens é muito grande e isso pode ser um ponto positivo ou negativo para as empresas.


Os motivos de engajamento de consumidores com redes sociais são:

- Fatores subjetivos: compartilhar minha apreciação e estar associado com algo que considero legal


- Fatores racionais de busca de conhecimento


- Fatores societários e lúdicos: fazer parte de uma comunidade


Portanto, para que todas as necessidades dos usuários do mundo online sejam atingidos, é necessário que o canal de comunicação na internet tenha:


- conteúdo divertido


- noticias


- conteúdo novo


- compartilhar experiências


- desenvolver criatividade


Para que isso não se perca, deve-se ter controle e monitoramento contínuo das informações, além da atualização constante, pois o consumidor torna-se cada vez mais exigente.


Acesse -http://prezi.com/tzxsn1mfnqdx/ecmetrics/. Para ver a nosssa apresentação sobre a palestra da ecMetrics

Grupo:

Ingrid Spritzer
Lilian Teramoto
Livia Passos
Luiza Mahfuz
Victor Camargo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que se faz em um rede social?

Em um mundo onde a tecnologia não é parte do futuro, mas já está presente no cotidiano, como se sempre estivesse, falar de redes sociais e interatividade entre pessoas através de plataformas digitais já é também assunto corriqueiro.
Entretanto, sob um olhar mais profundo e com abordagem profissional, Ivan Casas, diretor eCMetrics, veio à Espm dar uma palestra apresentando seu trabalho e o panorama das redes sociais, sobretudo na América Latina.
Sobre a ECMetrics: a empresa é uma consultoria com foco em redes sociais, e auxilia empresas a não somente estar presentes nessas plataformas, mas a interagir com o consumidor de forma ativa e criativa, criando uma conversa com os usuários das redes, focando principalmente uma participação bilateral.
Mercado brasileiro: onde e como estamos?
Criado em 2004 e com sucesso massivo a partir de 2006, a rede social de maior penetração no Brasil era o Orkut. Era. Se durante anos o vocabulário do usuário de redes sociais no Brasil englobava palavras como comunidade, testemonials e scraps, aos poucos o Facebook vem ganhando espaço e substituindo inclusive o que se consome nas redes sociais. 


Mas há um ponto importante que revela o comportamento nas redes sociais: a queda do Facebook foi iniciada por usuários de classe A, hoje praticamente todos integrandos à nova rede, enquanto usuários de classes BCD estão iniciando a migração agora ou ainda permanecerão por muito tempo. Porque isso ocorre? Duas hipóteses: o Facebook, por ser estrangeiro, por muito tempo só era habitado por pessoas de outros países e portanto a comunicação deveria ser em inglês. Além disso, porque alguém teria uma conta no Facebook, se não tivesse amigos também presentes lá? Esses dois condicionais só seriam completados por pessoas de classe A, com maior poder aquisitivo e educacional e com contatos fora do país, seja por viagens ou por relacionamentos ocasionais.
Entretanto, com o comportamento novidadeiro do brasileiro, a rede já começa a receber cadastros de uma grande quantidade de usuários daqui, fenômeno que para muitos, exclusivistas, deveria ser chamado de orkutização do Facebook.
Mas de maneira geral, para que tem servido uma rede social?
Engana-se quem disser que uma rede social é um espaço onde apenas relacionamentos são desenvolvidos. Com a presença crescente de marcas nesse ambiente, especialmente através de publicidade, os usuários tendem a usar esse espaço como fonte de informações na busca de produtos e recomendações de conhecidos - e desconhecidos. 
O usuário busca e recomenda marcas e informações antes de comprar, porque vêem
credibilidade nas informações divulgadas na internet, mesmo não sendo criadas por uma entidade de respeito ou credível. Isso significa dizer que o consumidor ganhou poder e voz confiável na internet. Informações que antes eram apenas buscadas em parentes e amigos próximos ou com especialistas, são buscadas nas milhares de opiniões expressas na rede. 
O consumidor/usuário ganhou poder, inclusive, sobre as marcas: o que antes era de exclusividade da gestão da marca, agora está nas mãos de qualquer um que tenha uma conta em uma rede social e esteja disposto a construir um conteúdo sobre um produto, seja ele positivo ou negativo.
E disposição não falta. Segundo Ivan, 90% dos usuários estão dispostos a criar um conteúdo, postar em alguma rede social e divulgar para seus amigos. E para aproveitar essa disponibilidade total dos usuários, algo que inimaginável no passado e sonho de qualquer empresa, as marcas precisam saber utilizar corretamente essas ferramentas, não apenas divulgando, mas criando laços entre marca e consumidor.


Um exemplo da boa utilização das redes sociais no engajamentos dos consumidores é o My Starbucks Idea, no qual os consumidores são convidados a sugerirem novas receitas e blends para a cafeteria. Aproveitando da paixão que a rede de cafeteria inspira as pessoas, uma ação como essas aproxima ainda mais os consumidores da marca.

Grupo:
-Allan P.
-Christian M.
-Gabriela M.
-Larissa M.
-Maria Fernanda P.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ESPN - de fã para fã



Na última quarta-feira, 14 de Setembro, deixamos de testemunhar um melancólico empate sem gols entre as decepcionantes seleções de futebol de Brasil e Argentina, mas não deixamos de imergir no mundo esportivo devido à palestra de Ana Lucia Fugulin, que veio compartilhar sua experiência, conhecimentos e dados sobre um dos mais populares e promissores segmentos mercadológicos da atualidade: o marketing esportivo.

Fugulin, professora da ESPM e da Miami Ad School (Boot Camp - Planejamento de Mídia), com passagens pela Mccann e Thompson, tem propriedade para tratar do assunto, tendo em vista que possui mais de 20 anos de experiência no mercado e hoje trabalha como Gerente de Pesquisa da ESPN. A partir do compartilhamento de números de difícil acesso, Fugulin tratou de temas pertinentes como a força econômica do esporte, a relação deste com o conceito de sustentabilidade, para depois desaguar, de modo mais específico, nas ações da ESPN nesse universo. A partir disso, o grupo proporá uma relação entre o caso dessa empresa com a teoria do estudioso de mídias, Henry Jenkins.

Poucos assuntos poderiam ser tão pertinentes quanto esse. Globalmente, calcula-se que o dinheiro movimentado pelo esporte gira em torno de um trilhão de dólares, valor equivalente a todo o PIB de um país industrializado como a Coréia do Sul, e superior ao PIB de forças européias como Holanda e Suíça. Se considerássemos o esporte uma indústria, ela estaria na frente inclusive da automobilística. Só os EUA movimentam 613 bilhões (6,7% de todo o seu PIB) com esportes.



Os números no Brasil são mais modestos, 40 bilhões (1% a 3% do PIB), mas temos razões de sobra para projetar o futuro nesse sentido. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016 atrairão investimentos especulados em 120 bilhões de reais. Em 2016, espera-se que o PIB esportivo brasileiro dobre o valor de 2010, alcançando a casa dos 80 bilhões de reais.


Esse cenário otimista e semeado cobra um olhar mais profundo para o marketing esportivo. Basicamente, o conceito diz respeito à aplicação dos processos de marketing no esporte e através do esporte; de marketing de produtos esportivos ao serviço esportivo em si (academias, escolinhas de futebol etc). Existe, inclusive, o Instituto Brasileiro de Marketing Esportivo (IBME) que reúne anualmente os profissionais da área para debater questões pertinentes ao negócio.




Para dar dimensão aos fatos, o Brasil é o quinto país que mais fatura com direitos de transmissão do futebol (cerca de 1 bilhão), atrás apenas de Itália, Inglaterra, França e Espanha. Os 25 maiores clubes de futebol do país movimentam sozinhos quase 2 bilhões de reais, um crescimento de 15% (ainda que seus gestores carcamanos insistam em deixar os clubes em déficit). O campeonato Brasileiro fatura 1,1 bilhão de dólares, um valor expressivo quando colocado em perspectiva com outros grandes eventos esportivos globais como a Copa do Mundo (3 bilhões), Campeonato Inglês (3 bilhões), NBA (4 bilhões), MLB (6 bilhões) e NFL (8 bilhões).


Outro aspecto que ajuda a detectar o gigantismo do esporte no Brasil são as cotas de patrocínio. Na Globo, mesmo com a queda da audiência – provocada pela pulverização das mídias – as cotas de patrocínio seguem crescendo (aumento de 11% em relação à 2010). Para a cota anual no futebol, o interessado deve desembolsar 134 milhões de reais. Para a Fórmula 1, 60 milhões de reais. Uma brincadeira destinada aos grandes, não à toa os únicos que se atrevem a pagar essas quantias são empresas do calibre de Casas Bahia, Ambev, Itaú e Vivo. O total movimentado com isso anualmente é de 804 milhões de reais.




Uma vez que o esporte projeta o futuro, ele não pode estar alienado do grande tema que pautará cada vez mais as decisões mercadológicas nesse século XXI, a sustentabilidade. O Banco Cruzeiro do Sul firmou uma parceria com o Corinthians – e posteriormente também com o Palmeiras – para unir o esporte em prol da carboneutralização, isto é, a captura de gases responsáveis pelo efeito estufa por meio do plantio de árvores. Como? Foram plantadas 100 árvores para cada jogo, 100 árvores para cada gol, 100 árvores para cada jogo sem sofrer um gol e mais 200 árvores por pênalti defendido, resultando num total, em 2010, de 23 mil árvores plantadas.

Empresas como a Nike e a Adidas – as duas maiores ligadas aos esportes - já entenderam a atualidade do assunto e se moveram velozmente nessa direção. Os americanos desenvolveram uma camisa oficial de futebol feita com base em material PET reciclado, consumindo até oito garrafas de plástico e reduzindo em até 30% o consumo de energia na fabricação delas, em relação ao Poliéster (a camisa foi usada pela seleção brasileira na Copa de 2010 e pelo Corinthians). Já os alemães, alinhados com sua Enviroment Strategy, trouxeram como proposta o Green Game.


A Copa no Brasil se pretende uma ‘Copa Verde’, mas o país está muito devagar nesse sentido, uma vez que apenas quatro arenas em construção estão adequadas ao selo Leed (Belo Horizonte, Manaus, Brasília e Mato Grosso). Não só de eventos globais, times enormes e ricas corporações se alicerça a proposta sustentável no esporte. Já vemos medidas semelhantes em esportes que movimentam menos dinheiro e atraem menos mídia, como a Copa Verde de Vela e o Troféu São Paulo de Corrida de aventura.


Através da exposição do porte mastodôntico que o esporte ganhou no mundo, além da relação entre esporte e sustentabilidade, Fugulin nos trouxe para a realidade da empresa onde trabalha, a ESPN. A missão da emissora consiste em servir o fã do esporte onde quer que esteja, um desafio hercúleo nessa época de recente fragmentação midiática. Os trabalhos do canal estão alinhados com aquilo que Henry Jenkins propôs em seu livro “Cultura da Convergência”.


Para entender o caráter migratório do público, que perpassa por várias mídias diferentes – às vezes ao mesmo tempo – com o intuito de experimentar sensações diferentes, Jenkins propõe uma análise com base em um tripé: convergência midiática, inteligência coletiva e cultura participativa. Veremos, através dos exemplos da ESPN, como a teoria se aplica na prática.
“Por convergência refiro-me ao fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam” (Henry Jenkins, Cultura da Convergência)

Henry Jenkins

Na procura dessa ligação com o fã do esporte onde ele estiver, a parte brasileira da ESPN teve que se adaptar ao seu comportamento. Não bastava apenas o canal televisivo (1989), vieram também a internet (2000), o celular (2006), o rádio (2007, em parceria com Eldorado e Estadão), revista (tiragem de 50 mil unidades), portal, banda larga, 360 (vídeo on demand, conteúdo pago para banda larga).


Além da convergência, é válido ressaltar a cultura participativa proposta por seus programas, que estão sempre lendo mensagens e e-mails e trazendo os assuntos propostos pelo público aos seus comentaristas. No Brasil, o canal ESPN conta com uma audiência de 5,7 milhões de lares, ESPN Brasil com 4,9 milhões e ESPN HD com 1,5 milhões de domicílios.


A área de marketing da ESPN conta com uma verba reduzida e suas ações se concentram em quatro públicos (fã do esporte, operadoras, funcionários e anunciantes) através de eventos, promoções, pesquisas, comunicação institucional e planejamento comercial. Apesar disso, as últimas pesquisas trouxeram resultados interessantes sobre os esportes e seus seguidores, e é com essas informações que amarremos o final do post.



O perfil do fã do esporte contempla pessoas de 15 a 55 anos, classes ABC, de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Minas Gerais, dos quais 41% pratica alguma modalidade esportiva. Têm em média 31 anos, apresentam um perfil mais jovem e masculino, aventureiro, que gosta de conhecer pessoas novas. Existem 5 perfis do fã de esporte:


1º: Grupo considera que esporte É futebol. Não querem que a televisão abra espaço para outras modalidades, tampouco a presença feminina em comentários, tendo em vista sua paixão e imenso conhecimento do assunto. (16%)

2º O segundo grupo considera o esporte um bem social. Gostam mais de futebol, mas não negam outras práticas. (26%)

3º grupo:  Esporte é diversidade. (22%)


4º Esse grupo é composto por aquelas pessoas que preferem por a mão na massa, praticar o esporte ao invés de assistir. (11%)


5º Grupo do esporte como bem estar, majoritariamente composto por mulheres que esperam da TV aberta mais abertura para tênis, voleibol, natação e ginástica olímpica. (25%)]

As pesquisas da ESPN também procuraram conhecer a fundo o perfil dos fãs de seis modalidades específicas. Segue um resumo:


Skate: Média de 23 anos, classe A. Reflete uma realidade urbana muito individualista, mas ao mesmo tempo está contido dentro do seu grupo. Seus praticantes tem um olhar diferente das ruas e procura estar sempre antenado no seu universo específico. Algumas palavras que os definem são adrenalina, equilíbrio, coragem, machucados e contusões. O ferimento seria uma espécie de medalha que marca seu perfil ativo. Esse grupo valoriza muito o companheirismo e a simplicidade e se exprime com uma cultura e moda peculiares que os distinguem.



Basquete: Fãs do basquete são os que mais valorizam valores como disciplina, organização, trabalho, estratégia, garra e determinação. Perfil masculino, em média 31 anos de idades, foram introduzidos no esporte pelos pais, de modo geral. Usam blogs e internet com uma freqüência acima da média e não perde ma chance de exaltar a beleza e plasticidade do seu esporte predileto. Não há empate, a disputa se estende até apresentar um vitorioso.




Voleibol: Público predominantemente feminino, tiveram seus gostos moldados por amigos e pela escola. Apreciam o trabalho em equipe, concentração, dinâmica, organização e respeito mútuo proporcionados pelo vôlei. Afirmam que várias situações na quadra são projeção de acontecimentos de suas vidas cotidianas, o que faria desse esporte uma ótima fonte de aprimoramento pessoal. A TV aberta é o grande veículo de comunicação com eles.



Tenis: O público mais velho dentre os fãs de esporte, composto por homens na faixa dos 34 anos. O tênis seria uma reprodução do mundo individualista que espera de todos nós destaque individual e perfil de liderança. Os fãs desse esporte gostam do perfil solitário e estratégico do jogo, no qual o maior adversário, em suas palavras, são eles mesmos. Seus praticantes em geral se consideram intelectuais e bem sucedidos.



Surfe: Imersão na natureza, uma filosofia de vida. Equilíbrio, saúde, liberdade e energia são palavras que distinguem os praticantes de surfe – média de 28 anos de idade – dos demais. Admiração pelo surfista é outro ponto destacado pelos participantes que compõem um grupo distinto mas nada fechado; se você quer surfar, o grupo está aberto para te acolher e ensinar o que um dia lhes foi ensinado por outrem.



Futebol: Paixão nacional, esporte de massa e uma das matrizes da nossa nação brasileira. Para esse país, existe o futebol e o resto. O futebol traz a idéia de clã, um grupo que se reconhece pelo brasão e se prepara para uma guerra metafórica no campo gramado de batalha. Tanto que 81% dos brasileiros afirmam preferir ver seu time campeão do Mundo ao invés da seleção nacional. O elemento destacado pelos seus fãs é a imprevisibilidade. Nem sempre o melhor ganha!



CSOS6E

Eric Libardi
Juliano Zeitlin
Kauê Antonioli
Luiz Alberto Santoro
Marcus Vinicius "Baiano" Barra
Vinicius Forte




O Líder Mundial em Esportes - ESPN

Recebemos no dia 14 de setembro, quarta-feira, na ESPM a palestrante, professora e também gerente de pesquisa da ESPN, Ana Lucia Fugulin. Nessa ocasião discutimos dados sobre o setor de marketing esportivo e vimos também algumas ações realizadas pela ESPN.

Marketing Esportivo

Segundo dados da Associação Internacional de Marketing o marketing esportivo está vivenciando um momento muito prospero, nos EUA é a primeira indústria gerando aproximadamente US$ 613 bilhões por ano (representando 6,7% do PIB). No mercado nacional o marketing esportivo consegue gerar R$ 40 bilhões, representando de 1 a 3% do PIB.

Em seguida, alguns dados que mostram a relevância do futebol no cenário deste segmento:

- Brasil é a 8ª posição dentre as ligas que mais movimentaram o mercado de transferências do futebol.

-Faturamento: Campeonato Brasileiro = R$ 1.1 Bilhão; Copa = R$ 3bilhões; Liga Inglesa = R$ 3 bilhões; NBA = R$ 4 bilhões; MLB = R$ 6 bilhões; NFL = R$ 8 bilhões.

- Liga esportiva mais valiosa: UFC (US$ 2,5 bilhões) e o evento mais caro: Super Bowl.

-25 maiores times de futebol do país, faturaram R$ 1,9 bilhões.

- Copa 2014 e Olimpíadas. 2016 – vão movimentar R$ 120 bilhões. PIB do esporte em 2016: R$ 80 bilhões (dobro em relação a 2010).











Esporte e sustentabilidade

A prática do esporte está diretamente ligado à qualidade de vida, vendo isso é possível entender porque as empresas ligadas nesse setor estão cada vez mais preocupadas e atentas às questões de sustentabilidade. A Nike, por exemplo, fornecedora oficial de material esportivo para a seleção brasileira lançou no mercado a primeira camisa sustentável do mundo, produzida a partir de 8 garrafas pet. Contudo vemos a deficiente comunicação dessas ações que não chegam ao público e assim deixam de influenciar seu público, a parceria entre o clube de maior torcida do futebol brasileiro, o Corinthians e o Banco Cruzeiro do Sul, desenvolveram um projeto contra o aquecimento global que promete plantar 100 árvores a cada gol marcado pelo time, até agora já foram plantadas 18 mil. Alguns outros exemplos desta abordagem são: Copa Verde da Vela (Florianópolis), quatro estádios da Copa no Brasil terão o selo “Leed” de construção sustentável e a campanha da Adidas – Green Zone.


ESPN

A ESPN procura servir ao fã de esportes, em qualquer lugar onde estes estejam sendo assistidos, lidos, discutidos ou divulgados (“Informação é o nosso esporte”). Surgiu em 1989, utilizando-se apenas da televisão, e, com o surgimento de novas mídias, o canal foi se reinventando e entre 2007 e 2008 lançou a rádio, banda larga e o portal. Hoje, no mundo, a ESPN está em 34 redes de televisões, 357 milhões de domicílios, 201 países e em 16 idiomas.

ESPN no Brasil: ESPN Brasil 4,9 milhões de lares, ESPN 5.7milhoes de lares, ESPN HD 1.500.000 lares;

ESPN.com.br: criado em 2008, formato customizado, 3,4mm unique visitor por mês, sexto no ranking de esportes;

Espn360: conteúdo pago para banda larga, principais vídeos ao vivo online;

Radio: em março mudou para estadão ESPN, cobertura de campeonatos nacionais e internacionais: libertadores, brasileiro copa do Brasil;

Revista ESPN;

Eventos Próprios – ESPN ao ar livre, X – Games, entre outros.

Considerando seus principais públicos, a empresa se comunica focada nos fãs do esporte, operadoras, anunciantes e funcionários, estudando a melhor forma de abordar determinado público em questão. Sua sede fica na Av. Sumaré, no bairro de Perdizes em São Paulo, e possui uma filial no Rio de Janeiro.

Como funciona:

Para a equipe de Marketing da ESPN, o conteúdo é o produto: NFL, Roland garros, Copa de Rúgbi, NHL, NBA, Liga Italiana, Premier League, Bundes Liga, LFP, UEFA, Copa do Brasil e Copa América, são alguns dos principais eventos transmitidos pela rede. Sua percepção é de uma marca com potencial para aprimoramento e produção valorizada por seu conteúdo, através da cobertura completa de diversos esportes.

Em pesquisa realizada pela própria emissora, utilizando 22 grupos com homens e mulheres de 14 a 45 anos, classes A, B e C, de dos grandes centros comerciais do país (SP, RJ, BH, Porto Alegre e Fortaleza), alcançou-se um perfil do público fã de esporte: em média homem, de 31 anos, que aspira e se sente capaz de obter sucesso profissional e pessoal, gosta de conhecer gente nova e é apaixonado por novas tecnologias. Para 75% dos entrevistados, fazer parte da torcida é tão importante quanto jogar.

A pesquisa também identificou os problemas relacionados aos esportes, como manipulações econômicas e violência, principalmente no que se refere ao futebol (42% dos entrevistados teriam concordado que o Brasil seria um país melhor se o principal esporte não fosse o futebol).

Além disto, através dos resultados verificados, foi possível dividir os fãs do esporte em 5 principais grupos:

Grupo 1: respira futebol, sua maioria é formada por homens e não deseja que a televisão abra espaço para outros esportes. Não querem mulheres comentando nem narrando.

Grupo 2: esporte é um ambiente social – praticam esportes em geral, mas preferem o futebol. É constituído, em sua maioria, por pessoas de classes sociais menos favorecidas.

Grupo 3: para eles o esporte é diversidade, normalmente são muito envolvidos, e os que mais apreciam a diversidade. São mais intensos e procuram conteúdos esportivos de qualidade. Têm a opinião de que esporte é familiar e seu significado está relacionado a qualidade de vida.

Grupo 4: esporte é integração; gostam de esportes radicais e recebem considerável influência de amigos. Acreditam que o esporte afasta das drogas e aproxima as pessoas.

Grupo 5: esporte é bem estar. Neste grupo verifica-se uma maior presença do público feminino e de idade mais elevada.

GRUPO:
Fernando Terra
Roberto Alves
Lucas Rocha
Gustavo Vianna
Fernando Melega
Igor Trombini






ESPN – A informação é o nosso esporte




Dados do marketing esportivo



O Marketing esportivo movimenta no mundo, entre US$ 500 bilhões a 1 trilhão por ano, equivalente à 17° economia do mundo. Nos EUA são US$ 613 bilhões por ano representando 6,7% do PIB e é a 1° indústria do país, à frente da automobilística.

Campeonatos bilionários como a NBA (3 bilhões de Dólares),MLB (3 bilhões de Dólares), NFL (3 bilhões de Dólares), o Super Bowl são os eventos mais cara em mídia, já que os anunciantes se utilizam destes canais para anúncios inovadores, não é a toa que os momentos de intervalos do Super Bowl é o mais esperado do mundo. Hoje em dia, uma nova modalidade esportiva tem começado a dominar os canais esportivos, o MMA (UFC), que está gerando mais capital que a NBA e o NFL.
Já no Brasil, o esporte movimenta cerca de R$ 40 bilhões, sendo que ele faz parte do grupo de países que mais faturam com o futebol. Por ser um mercado em ascensão e aquecido, os investimentos em eventos esportivos no país aumentam cada vez mais, um exemplo é o último campeonato de UFC que foi no Rio agora em agosto de 2011.

Atualmente, o esporte mais praticado no país é o futebol, e logo em seguida o vôlei, sendo que o primeiro é o que gera maior capital no Brasil em esportes. O Campeonato Brasileiro é o que tem o faturamento mais alto, cerca de 1,1 bilhões de dólares, e ofaturamento das 25 maiores equipes de futebol do país em 2010 foi de R$ 1,9 bilhões, representando 15% de crescimento em relação a 2009, um número que vem crescendo cada vez mais.

Patrocínio Futebol em 2011 apenas para a rede Globo
- Inclui Campeonato Brasileiro, os Estaduais e Jogos da Seleção (Total de 95 jogos)

- Valor por cota: R$ 134 milhões por ano (11% a mais que em 2010)

- Patrocinadores 2011: Itaú, Casas Bahia e Brahma


Patrocínio Fórmula 1 2011 – Globo

- Valor por cota: R$ 60 milhões por ano.

 
Outros campeonatos que estão entre os eventos esportivos mais rentáveis do mundo são (em dólares):

Campeonato Inglês de Futebol




 
Copa do Mundo de Futebol

Campeonato espanhol de Futebol




 

Liga dos Campeões da Europa







Esporte e Sustentabilidade

 
Seguindo a tendência mundial, o esporte começou a seguir a linha da sustentabilidade, e mostrar preocupação com o aquecimento global. Por ser um esporte que não cria danos ao ambiente diretamente, ele por algum tempo se mostrou quieto e isolado dessa preocupação mundial. Recentemente, isso mudou, e essa preocupação e mudança de comportamento se dá pelo incentivo de gramas naturais em esportes que necessitam dela, como o futebol, rugby, hipismo, entre outros. Temos também, a preocupação com a emissão de carbono, que ainda que seja pouca, algumas equipe de esportes estão tomando uma iniciativa para conscientizar seus torcedores. Inúmeras ações estão sendo realizadas para fazer o esporte mais sustentável e fazendo com que todos que tenham contato com o esporte, possam ter acesso à essa informação. Um exemplo desta iniciativa, é a nova camisa da Seleção Brasileira, que é fabricada através da reciclagem de oito garrafas de plástico PET pela Nike.
O Corinthians e o Banco Cruzeiro do Sul são um outro exemplo de parceria, eles se juntaram na luta contra aquecimento global, com uma ação que incentiva a plantação de árvore. A cada jogo do Corinthians são plantadas 100 árvores, sendo que no ano passado, cada gol feito pelo Corinthians, mais 100 árvores foram plantadas. Já nesse ano, 2011 a proposta é outra, acada defesa feita pelo goleiro Julio César serão plantas 100 árvores. Além da Campanha contra o aquecimento global o Corinthians é o primeiro time a lançar a camisa sustentável pela Nike.

Temos também eventos que estão se aliando ao conceito sustentabilidade, como a Copa do Mundo de 2012 no Brasil, que está sendo apelidada de Copa Verde. Todavia, a razão não se dá pelo local na qual a Copa será realizada, mas sim porque três dos estádios que serão utilizados nela, possuem o selo LEED, que certifica que ela foi construída através de meios sustentáveis.






SOBRE A ESPN

 
A missão primária da ESPN é servir ao fã de esporte; sua obrigação é, oferecer ao espectador o melhor conteúdo em esporte em qualquer lugar, em diferentes plataformas, levar até ele, as transmissões dos maiores eventos esportivos, como a Copa do Brasil, a Liga dos Campeões da Europa, Campeonatos Nacionais do continente europeu, NBA, NFL, UFC, entre outros esportes, além de eventos próprios como o Circuito ESPN, X Games Brasil, ESPN ao ar livre.

A ESPN no mundo possui 34 redes de TV, para 357 milhões de domicílios em 201 países, em 16 idiomas. No Brasil o mesmo time, super dinâmico, trabalha em diversas plataformas. Parte do sucesso da ESPN se deve pelo fato dos funcionários serem fãs de esporte, a ESPN Brasil está em 4,9 bilhões de lares, a ESPN está em 5,7 milhões de lares e a ESPN HD em 150.000.000,00 lares.

Além da televisão os jornalistas também se dividem para fazer as matéria para o site oficial www.espn.com.br, e para seus blogs que estão disponíveis no site.

Outras plataformas de sucesso são ESPN 360, Rádio ESNP Estadão que une o know how de esportes da ESPN e o jornalismo sério e competente do Jornal Estado de São Paulo e a revista ESPN. De maneira a entender melhor qual o tipo de telespectador que o canal tem, ele realizou pesquisas com os amantes de esportes. Através dela, ele conseguiu caracterizar o que cada amante de certo esporte pensa, como ele age, quem é ele, o que ele gosta, e o que ele quer escutar, e com estas informações, ele consegue se comunicar cada vez melhor com seu telespectador. Hoje em dia, não basta apenas mostrar o conteúdo bruto para o ouvinte da Rádio ESPN, ou o telespectador, ou até mesmo o blogueiros. Cada um deles, querem escutar o que lhes fazem acreditar que, aquele comentarista, sabe o que, e com quem ele está se comunicando.

Integrantes do grupo:
Gabriela Rosário
Renato Augusto Melkonian
Stefanie Kim
Vivian Larsen

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

E se os comerciais fossem mais legais?


Tivemos o prazer de receber Carlos Queiróz, Produtor Criativo na FOX, na aula de Abordagens Contemporâneas da Comunicação Mercadológica, realizada na ESPM - SP, que nos esclareceu um pouco mais sobre o profissional atuante nessa área e seu respectivo trabalho.


Carlos Queiróz - Produções criativas da FOX


Começou em 1997, como redator publicitário na Bahia. Veio para São Paulo para ser redator em uma agência maior, mas virou roteirista de animação e, mais tarde, roteirista free-lancer. Tentou voltar para as agências como redator novamente, quando a FOX o chama e cria o Produtor Criativo na área de Soluções Criativas, equipes que atuam junto com online e offline, buscando soluções inovadoras e criativas para a publicidade em seus canais. Esse profissional opera com os desafios mercadológicos enfrentados por diferentes marcas no seu dia-a- dia. “Investir em publicidade é lutar por cada pedaço de verba, com o intuito de trazer para o seu veículo de comunicação.”
Nesse tipo de comunicação, o cliente da agência é o profissional de mídia.O Profissional de mídia quer que antecipe uma análise de canal, antecipe um leque de sugestões a serem adotadas como solução para um possível problema de comunicação a ser resolvido.
A TV paga está presente em 11 milhões e 300 mil lares brasileiros, o que representa em torno de 35 a 37 milhões de pessoas. Tem crescido muito em função da venda de planos de internet junto com TV a cabo, sendo que grande parte provém da Classe C. Com a extensa oferta de canais com conteúdo bem especifico, que abordam os mais variados temas, são criados diversos nichos em que cada companhia pode trabalhar. Por isso mesmo, a compra da mídia não está ligada somente à audiência mas também pela afinidade que cada cliente possui com o canal. Essa afinidade pode ser uma grande aliada da publicidade, se bem usada, visto que se os produtos anunciados tiverem alguma conexão com os programas exibidos pelo canal, o impacto dessa comunicação será bem maior e muito mais efetivo. Além disso, essa fragmentação da programação e dos interesses da audiência acirra a concorrência entre canais, fazendo com que divisões criativas tentem criar bons motivos pra ter clientes em seus canais.
O grande dilema para o profissional de Produção Criativa é sempre buscar um conteúdo bom, criando algo relevante e interessante para as pessoas. As empresas e os canais não querem apenas veicular propagandas durante o “break” ou fazer um “product placement” que pareça artificial e forçado. As propagandas não devem “atrapalhar” o espectador, devem ajudá-lo. Elas querem unir programa e produto, mostrando suas funções e características de maneira natural, no qual os consumidores enxerguem uma utilidade real para aquele produto. Por isso o conceito de “branded content” é tão importante. E o conceito de integração tem que ser levado a tudo, com campanhas que se complementam através da Internet e de diversos outros formatos de mídia. Essa fusão de publicidade e com o conteúdo da mídia é uma das áreas mais promissoras da publicidade, trazendo soluções. E as possibilidades são imensas. Cada vez mais os personagens são reais. Pergunte para qualquer pessoa se ela não conhece Homer Simpson, e provavelmente terá uma resposta positiva. Esses personagens tem grande poder de influência e se usados da forma correta, podem tornar a propaganda muito mais efetiva.
Caminhos para fazer projeto diferenciado/Integrado:
  • ●  Conteúdo dos canais, contexto.
    • ○  Limites Legais.
    • ○  Baixo Custo de Produção.
    • ○  Complemento ao plano com formatos tradicionais.
  • ●  Produção Customizada
    • ○  Criar conteúdo do cliente e gerar um formato interessante no canal.
    • ○  Muito mais liberdade para integrar conteúdo e marca.
    • ○  Longevidade.
      Exemplo de formatos diferenciados:
      ● Line Up: Usar conteúdo do Canal Fox somente se também divulgar o conteúdo do Canal.
      Ford - Divulgação da programação do canal, junto da pick-up Ranger, da Ford.

Bohemia - Outro exemplo que mostra a divulgação da programação do canal, junto ao produto.


● Integração Temática: Os custo de licenciamento dos programas de TV são muito caros, portanto, o profissional deve buscar alternativas legais que possam remeter a um dos programas exibidos pelo canal. Neste exemplo não veiculado, uma mão de zumbi sai
da terra e pega uma lata de refrigerante da Pepsi, o que lembra o seriado “The Walking Dead” sem fazer nenhuma menção direta a ele, o que não caracteriza uma ação ilegal visto que a produtora da série não possui direitos sobre algo tão genérico quanto uma mão de zumbi.

Pepsi/The Walking Dead - Mão de zumbi pega uma lata da Pepsi.


● NatGeo VERSUS - Criar associações entre algo relacionado ao canal e o produto, de forma mais clara, sem correr muito perigo. Neste caso, se compara a velocidade de um guepardo ao do EcoSport da Ford. Por ser uma peça veículada no National Geographic, a figura e a informação sobre a velocidade atingida pelo animal estão de acordo com os programas do canal, o que não torna essa peça algo mal visto pelo telespectad


● Intervenção Opening - Fazer uma coisa mais genérica para aproveitar o maior número de gêneros de filmes a ser passado no Canal.


Blog Across the Amazon/Toyota - mostrar 60 dias de expedição, de leste a oeste. Neste caso, o carro Hilux da Toyota aparecia sem maiores destaques a sua marca. Essa inserção acontece de forma tão natural que o consumidor não vê aquilo como algo forçado e pode ver os atributos do produto sendo usado de uma forma que aumenta a veracidade da propaganda.




Bola Social Soccer e Ecocity - Neste caso, vemos dois jogos em redes sociais com clientes patrocinadores dentro do jogo. A integração com o jogo é total, trazendo atributos das marcas para o game, como por exemplo a Allianz, empresa de seguro, no “Bola Social Soccer” (jogo onde o usuário deve gerenciar um clube de futebol), que dava um bonus para o jogador que tivesse a defesa menos vazada. Outro jogo é o “ecocity” da National Geographic, onde o jogador deve montar uma cidade e gerencia- la de maneira sustentável. Para esse jogo,a marca de carros japonesa Honda, que sempre investiu em sua comunicação para mostrar que seus carros poluem menos, está presente como uma das empresas na área destinada a publicidade do game.







CSOS 6D
César Augusto Russo Leonardo Capuzzi Rafael Barnez Raphael Castanheira Renan Meschiatti

A realidade dá um baile na ficção, e a ficção corre atrás da realidade

Tivemos o prazer de receber mais uma vez Carlos Queiroz, responsável pela área de Creative Solutions da FOX, no curso de Abordagens Contemporâneas da Comunicação Mercadológica da ESPM, que nos contou um pouco sobre sua carreira e seus últimos trabalhos:

Carlos Queiroz em palestra na ESPM

Fox Broadcasting Company é uma emissora de televisão, com sede nos Estados Unidos e detentora dos canais FOX, Mundofox, FX, FOX Life, NatGeo, entre outros. Cada canal possui um posicionamento diferente que busca alcançar seu respectivo público-alvo. Os canais da companhia são caracterizados por oferecerem programação específica para determinados nichos, o único canal que não possui um público-alvo restrito é Fox, que visa atender diferentes interesses, gostos e pessoas. Além de possuir todos estes canais, a empresa é também responsável, no Brasil, pelas operações das maiores redes sociais do mundo, entre elas MySpace, Facebook e Linkedin, e Grooveshark, site de compartilhamento de músicas on-line.
Visando suprir as necessidades da empresa de aumentar sua rentabilidade, foi criado um cargo específico para o profissional Carlos Queiroz. Buscando novos desafios, o redator baiano optou por mudar-se para o estado de São Paulo e foi contratado como roteirista na Turner, empresa detentora de canais como Cartoon Network e Warner Chanel. Após alguns anos trabalhando como roteirista, Carlos voltou a ser redator em outra agência de publicidade. Ainda insatisfeito com sua carreira profissional, resolveu mudar de área e foi contratado pela FOX para o cargo de Senior Creative Producer, criado especificamente para trazê-lo para a empresa, dentro da estrutura de Creative Solutions.
Este departamento de criação tem como função elaborar formatos criativos para anúncios que podem ser inseridos desde vinhetas até séries. Para que a comunicação seja bem elaborada e tenha um alto impacto nos telespectadores, ela deve ser feita de maneira sutil, discreta e natural para que o produto anunciado faça parte do cotidiano do consumidor. Um formato muito utilizado no Brasil, mas não aprovado por Carlos, é o Product Placement, em que o produto se transforma em parte do conteúdo, em cenas de interações com os atores, de forma artificial; diferentemente do Branded Content, em que o objetivo é vincular conteúdos a uma marca específica, de forma sutil e criativa para que o consumidor se sinta conectado a esta marca.
Para agregar mais valor ao Branded Content, é preciso pensar em diferentes possibilidades e não se limitar apenas a programas de televisão. É preciso ir mais a fundo e explorar os meios de comunicação de maneiras inusitadas, atingindo o consumidor por diferentes plataformas, como por exemplo, aplicativo para celular e facebook, blogs, orkut, livros, site, web séries, entre outros, buscando fazer parte do dia-a-dia do consumidor de uma maneira cada vez mais intensa e relevante, e por tempo indeterminado. “Não é só um plano de mídia, é viagem, emoção, criar alguém que não existe e existir dentro daquele universo.”, como Carlos mesmo diz, a mídia tem a capacidade e liberdade de criar personagens fictícios e fazer com que eles existam dentro de nossos cotidianos. Quem não sabe que o Homer Simpson gosta da cerveja Duffy, tem três filhos e uma mulher de cabelo azul?Sim, Homer Simpson existe e possui endereço residencial, paga impostos e é uma pessoa como todos nós.
Pessoas precisam de muito pouco para de desligar e se permitir relaxar, saem de casa e querem ser outras, viver outra realidade. Hoje em dia a NatGeo é uma porta aberta para o mundo, lá é possível conhecer lugares inusitados e culturas diferentes. No canal FOX, é possível conhecer diferentes personagens, participar de um grupo de coral, tentar salvar o mundo com Jack Bauer, conhecer a magia da Grécia e viajar pelo mundo dos zumbis. No FX é possível conviver com uma família da pesada ou ainda ouvir os absurdos de um legítimo American Dad. Mergulhando no universo Fox Broadcasting Company, a realidade passa a dar um baile na ficção, e a ficção corre atrás da realidade.
Veja alguns cases apresentados por Carlos em sua palestra:
Line ups dos canais:
Marcas expõem seus produtos e divulgam também o canal e suas programações nesse modelo diferenciado de publicidade. As vezes as produções para esse tipo de divulgação são mais caras que as habituais, gerando maior valor agregado para a mesma. Essas produções também não tem prazo de validade, ou seja podem ser utilizadas novamente pelo veículo a qualquer momento, basta apenas atualizar a programação do canal. 
- Ford Ranger + NatGeo

- Bohemia + FX:

Resolvendo problemas de endosso/ direitos autorais e direitos de imagem:
- Integração temática
Direitos autorais, direitos de imagem e endossos são um problema para o departamento de Creative Solutions. Muitas vezes os clientes querem utilizar parte de filmes ou séries, inserindo seus produtos no contexto do conteúdo apresentado. Porém a Fox não é a detentora desse conteúdo, e portanto precisa de autorização da produtora dos mesmos para utilizá-los, o que por sinal custa muito caro. Por assim ser, a equipe de Carlos Queiroz pensa em soluções que remetam ao conteúdo dos programas exibidos em seus canais para oferecer a seus clientes. Veja a seguir alguns exemplos:
- Pepsi + The Walking Dead: A mão de zumbi remete ao seriado The Walking Dead exibido pelo canal FOX. Como a mão não pertence a nenhum participante do seriado, ela pode ser utilizada junto com produtos de outra marca (PEPSI) criando a tal integração temática, maneira nova e criativa de fazer publicidade.

- Ford EcoSport X Leopardo (NatGeo VS): No caso desse comercial da Ford EcoSport foi utilizado um leopardo. Animais não cobram seus direitos de imagem e são facilmente associados ao canal do grupo FOX, o NatGeo.

Intervenção openning:
- Across the Amazon + Toyota Hilux: 



A série Across the Amazon, do National Geografic, foi uma expedição de 70 dias, que mostrou a América do Sul de leste a oeste. Saiu da ponta Seixas, na Paraíba, e foi até a Ponta Talara, no Peru. Veículo utilizado: Toyota Hilux.
Durante a exibição dos episódios, com 30 minutos de duração, o carro não protagonizava nenhuma das cenas, ou seja, nenhum enquadramento especial focando a marca ou o design foi feito. A marca, Toyota Hilux, era comunicada explicitamente, apenas, nos intervalos comerciais e nas vinhetas. Dessa forma, o consumidor associava a caminhonete do comercial com a caminhonete usada na série e via na prática os atributos do produto. Com essa exibição legítima, ou seja, mostrado o carro como qualquer outro não patrocinado, o consumidor sentia-se seguro para acreditar que aquela marca é realmente o que diz ser.



Social games + publicidade:
- Bola Social Soccer:
Social game lançado na época da Copa do Mundo: no Bola Social Soccer  você escolhe um nome para seu time, um escudo e a estruturar o seu clube. Você pode montar o estádio, comprando pedaços da arquibancada, aumentado a capacidade do estádio, pode comprar equipamentos para seus jogadores, aumentos seus atributos técnico e, o mais legal de tudo, no Bola Social Soccer você pode desafiar os time de seus amigos para um jogo. Para conseguir dinheiro, além de vencer partidas e receber a receita delas, você pode firmar contratos de patrocínio. As marcas que podem patrocinar seu time no Bola Social Soccer são reais. Isso mesmo: a Fox, a Coca-cola e Allianz podem ser a patrocinadora do seu time, enviando um valor de dinheiro por dia e estabelecendo uma meta para ser cumprida. 



- Ecocity:
Disponível usuários de Facebook, Ecocity permitirá aos usuários resolver problemas de uma cidade tomada pela poluição. Entre as tarefas, os jogadores deverão cuidar de uma usina de reciclagem de lixo, despoluir um rio e diminuir os níveis de emissão de dióxido de carbono, dentre outras. A Fox Channels do Brasil resolveu apostar em uma estratégia diferenciada: em parceria com a brasileira Sioux, a empresa lança o social game Ecocity. Sob a chancela da National Geographic Society, o game busca trazer a discussão do tema ambiental para o público – e gerar, de forma leve, engajamento também na vida real. Além disso, o game disponibilizará espaços dentro da "cidade" para publicidade.

Ecocity: “Conscientizar sem ser ecochato”, segundo Fábio Brunelli,  diretor de publicidade online da Fox no Brasil


Por fim, gostaríamos de agradecer o Carlos pela palestra e por sua colaboração cedendo o material para incluirmos em nosso post.




Bruna Camargo
Giovanna Aranha
Julia Ceschin
Priscilla Medeiros
Roberta Ázar
CSOS6A