A definição de pesquisar no dicionário é: “Indagar, investigar, procurar com diligência”. A Google através de seus serviços inovou e complementou essa definição. Atualmente, a definição adequada seria “GOOGLAR”: indagar, investigar, procurar qualquer coisa de maneira rápida e fácil, e o melhor de tudo: Online!
Em alguns países, “GOOGLE IT” virou o sinônimo de “Pesquise”. Ao entrar no site do Google é possível ter acesso a informações de forma rápida e eficiente.
Semana passada a ESPM recebeu Davi Cosso, um dos funcionários da empresa mais inovadora de todos os tempos, a Google.
Um dos temas abordados na palestra foi o processo seletivo para se entrar na empresa. Descobrimos que a Google, num primeiro momento, realiza a habitual seleção de currículos, em que somente os estudantes das faculdades renomadas do país são selecionados. Feito isto, há a preocupação em pesquisar o passado de seus candidatos, averiguando itens como notas do colégio, posição no vestibular, médias globais na faculdade e desempenho nos estágios/trabalhos anteriores. Ao passarem por este estágio, como de costume, os candidatos passam por uma serie de entrevistas até a efetiva contratação. Esse processo, segundo Cosso, dura em média de 3 a 6 meses.
Achou demorado demais? Difícil de mais? Muitos na palestra também acharam, porém a justificativa de Cosso para esse processo é simples : “A Google faz isso, porque ela pode fazer.”
Sim, uma empresa que tem ganhado consecutivamente prêmios como a “Melhor Empresa para se trabalhar” e “Empresa dos Sonhos dos Universitários”, de fato deve receber muito mais currículos do que a maioria das outras empresas. Um exemplo disso é o Programa de Estágio Gooogle, que teve uma média de candidato por vaga três vezes maior que o curso de medicina na USP. Bom, realmente a Google é uma febre, mas por quê?
Tudo começou em 1995, quando dois estudantes da Universidade de Stanford, Sergey Brin e Larry Page, dividiram o mesmo desejo: tornar possível a obtenção de dados relevantes sobre um assunto específico na internet. A busca, naquela época, não era nem de longe o que temos nos dias atuais, mas isso estava prestes a mudar. Juntos criaram o BackRub, sistema que rastreava os links da internet . Neste mesmo ano, os amigos começaram a montar servidores utilizando maquinas de baixo custo e em poucos anos alcançaram um numero tão grande de dados que precisaram utilizar um dormitório da universidade. O monstrinho havia virado um problema para universidade, pois quando eles trabalhavam a internet de toda a faculdade parava. Era necessário dinheiro e um lugar novo e depois de uma longa caça a possíveis investidores Andy Bechtolsheim apliciou $100,000 dólares na empresa. Como o cheque estava endereçado à Google Inc, Larry e Sergay tiveram que regularizar a empresa, em seguida se mudaram para uma garagem. Nesta fase o site já respondia por uma média de dez mil requisições por dia e um ano depois atingiu os 500.000 acessos diários.
Com a segunda mudança de endereço começou a surgir a Google que conhecemos hoje, a empresa já tinha 60 empregados e a cultura Google de trabalho começou se desenvolver. Não havia paredes e nem distâncias, era todo mundo trabalhando, conversando e se desenvolvendo juntos, esse clima informal estimulava as ideias e isso refletia no portal, que devida a sua velocidade inigualável, atraía cada vez mais gente. Na metade do ano 2000 a Google já recebia prêmios por ser o maior portal de buscas da internet, mas a dupla mais esperta do mundo não estava satisfeita, estava nascendo o AdWords. Depois disso veio o AdSense, Google Labs, Google Toolbar, Picasa, Gmail, Orkut, Youtube e mais tudo aquilo que nos faz pensar “Como a minha mãe conseguiu sobreviver tanto tempo sem a Google?”
Gostaram da historia? Então veja esse vídeo e goste ainda mais:
Olhando para trás, é possível perceber uma coisa que parece gritar no texto: INOVAÇÃO. A Google é o que é por conta disso, mas também por conta do seu regime de trabalho o famoso 70/20/10: 70% do tempo dedicado ao trabalho em busca e publicidade, 20% destina-se a novos produtos e 10% para a livre criação, de onde surgiu o Gmail e o Picasa . E para garantir que seus funcionários desenvolvam-se de forma ousada, inteligente e criativa, a Google segue os seguintes princípios de Inovação:
1-Inovação, não perfeição instantânea;
2-Idéias vêm de todos os lugares;
3-Licença para perseguir seus sonhos;
4-Não mate seus sonhos, transforme-os;
5-Compartilhe o máximo de informação que você puder;
6-Usuários, usuários, usuários;
7-Dados são apolíticos (os dados não mentem);
8-Criatividade adora restrições;
9-Você é brilhante? Estamos contratando.
O Street View ilustra todos esses pilares, visto que foi uma idéia inovadora, vinda de um funcionário brilhante, que pensou em todos os usuários que idealizavam conhecer o mundo sem sair de casa. Para a sua criação, a liberdade e a maturação da ideia foram essenciais para que o projeto fosse concluído. Na falta de um super satélite, a ideia desenvolvida foi uma simples câmera em cima dos carros.
Além desses princípios a Google trabalha responsabilidade em pequenos atos:
- Energias Renováveis: além da utilização na empresa, ainda contam com arenas de estudo e implantação dessa tecnologia fora dela.
- Google Grants: algumas ONGs são beneficiadas com créditos para serem usados com publicidade via Google Ad Words.
- Doodle for Google: incentivo a atividades criativas, abrangendo diversas faixas etárias.
- Go-Self Powered Commuting: estimula os Googlers a utilizarem bicicletas ou meios alternativos/sustentáveis de transportes.
- Google Serve: os Googlers são incentivados a desenvolver atividades pré-estabelecidas com benefício sócio-ambiental durante um dia de trabalho.
Tá.
E aí?
Isso tudo funciona como modelo de negócio? Então como a Google ganha dinheiro?
A maior parte de sua receita vem da publicidade, que deve ser relevante. O Google inverteu a ordem que antes era gerar público para um produto. A empresa percebeu que os anúncios veiculados por ela, deveriam ser tão uteis quanto quem anuncia, de forma que o anuncio acabe sendo uma fonte de informação.
Existem duas formas de se anunciar; por meio de Busca Organica e links Patrocinados . A Busca orgânica nao há dinheiro que compre, se o anúncio nao tem relevância, nenhum dinheiro o fará estar em alguma página que o anúncio nao se adeque. Já os links patrocionados são pagos, sendo assim quanto mais palavras de busca for comprada, mais o seu anuncio aparecerá. A relevância que o Google tanto fala está na segmentação: de país, estado, cidade, dia, horário, hábitos de consumo e lazer entre outros como contextual (palavras – chave), Tópicos (turismo), manual de sites (ad planners), categorias de interesse (quem busca assuntos de turismo, busca assuntos relacionados) e remarketing (quantas vezes essa pessoa entrou no site ?) Hoje o Google cobre 75% da publicidade na internet.
Existem muitas ferramentas disponíveis que conseguem ter cobertura e pertinência para o diálogo entre anunciante e usuário. Isso deve-se ao banco de dados que o Google criou observando comportamento de cada usuário. Dessa forma e possível colocar um anuncio seja na pagina do Orkut ou num vídeo de youtube, um assunto de relevância para o usuário num espaço em que não necessariamente venda um produto, transformando um produto em informação.
Com esse modelo de negócios, não é de espantar que o Google seja hoje a segunda marca mais valiosa do mundo.
Para saber mais...
Google it!
CSOS6A-Grupo1
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