quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A história da História

Depois de assistir a palestra da Lukso- Story and Storytelling, apresentada pelo Marcelo Douek que se tratava da importância do storytelling para a construção de marcas, construímos o texto abaixo abrangendo todos os pontos abordados na palestra.


A história da História

Há muito tempo atrás, em um local muito distante daqui, havia um homem chamado Aristóteles. Um sábio, um estudioso, um criador. Aristóteles tinha o sonho de ser pai, e a cada dia que passava, estava prestes a realizá-lo. Foi assim que nasceu a sua mais maravilhosa criação, sua primeira filha, uma menina muito misteriosa chamada História.
No COMEÇO, ao longo de toda sua infância, História não era nada conhecida, viveu escondia por muito tempo. Vivia confusa. Os poucos que ouviram falar dela, não compreendiam qual era sua verdadeira essência. Ainda faltava alguma coisa, mas o que? Eis que surge o primeiro anjo na vida de História, o Narrador.
O Narrador era um rapaz falante e muito inteligente, mas tinha um defeito, era muito fofoqueiro. Quando conheceu História, ficou encantado, era a menina mais linda que já tinha visto. Ao contrário de muitos, que passavam por ela como se não houvesse ninguém pelo caminho, Narrador se apaixonou. Mas de tão fofoqueiro que era, saiu logo contando para todo mundo:
- Essa História é a menina mais cativante, poderosa e educada que já conheci.
A partir daquele momento, História já não era uma menina imperceptível. Agora, todos naquela vila a conheciam, todos sabiam que ela existia e começaram a se interessar por sua vida. Afinal, quem é aquela menina que Narrador fala com tanto entusiasmo? Será que ela é tudo isso? Será que ela é tão perfeita assim? O povo passou a conhecê-la, mas ainda a viam com desconfiança.
Passou-se vinte anos e História agora era uma mulher feita que estava no MEIO de sua trajetória de vida. Era uma mulher muito popular, mas ainda não tinha a simpatia de todos, trazia com seu olhar misterioso a desconfiança de quem a via. Foi então, que surgiu o segundo anjo em sua vida, o Criativo.
O Criativo também se apaixonou pela História, mas a via com outros olhos. Olhos de alguém que acredita em seu potencial e faria qualquer coisa para todos a amarem também, para que ela estivesse presente no dia-a-dia das pessoas. Criativo, então, começou a lapidá-la.
Seu primeiro passo, foi perguntar para a jovem detalhes de sua vida. Entender quem ela era realmente, sua essência. Tudo isso para formar uma biografia dela em sua cabeça e entendê-la, coisa que muitos não conseguiam. Criativo transformou História em um Grande Personagem. Logo, todos começaram a adorá-la e se identificar com a moça.
Agora tudo que Criativo e Narrador falaram, fazia sentido. Todos passaram a acreditar que História era tão apaixonante que até podia pertencer a um Universo Ficcional. Porém, o sucesso atrai inimigos, o mundo sempre reage de maneira inesperada, muitos começaram a ter inveja dela, principalmente um homem, o Conflito.
Conflito sempre sonhou em ser o que História havia se tornado. Queria ser popular, conquistar pessoas e ser amado por multidões. Foi então que começou a espalhar que a garota era uma farsa, que quando ela morresse ninguém se lembraria dela e tentou provar isso. Armou uma emboscada em frente a casa da menina.
História caminhava pela rua lentamente até sua casa, no caminho todos a exaltavam. Até que chegou ao seu portão, pegou a chave de sua bolsa e quando a enfiou no buraco da fechadura, Conflito a surpreendeu. Mas o que ele não esperava é que logo em seguida a sua aparição, quando estava prestes a executar o Clímax de sua ação, um bando de fãs de História apareceu e o imobilizou. Conflito foi preso. Ele jamais esperaria que aquela moça de aparência tão comum, houvesse atingido e tocado o coração das pessoas de maneira tão intensa, que a vigiavam constantemente. Como Criativo havia premeditado, História já fazia parte do dia-a-dia de um grande público.
O tempo passou, História envelheceu, mas por toda sua vida, esteve presente na boca das pessoas e nas mais diversas mídias. Marcas importantes a procuraram e se espelharam em sua biografia para tentar atingir o coração das pessoas. Sua Trama foi bem costurada durante toda sua trajetória. História faleceu, mas permaneceu por muitos e muitos anos na cabeça de todos.

FIM


Como exemplo de marcas que se preocupam com Storytelling temos o exemplo a seguir:





É muito importante o uso de Storytelling para a construção das marcas pois dá continuidade à comunicação e ao desenvolvimento da marca, criando uma personalidade que permite ao consumidor conhecer melhor e se aproximar da mesma.


Comunicação Social – 6D

Juliana Tomazetti
Luigi Angelis
Murilo Barbosa
Nicholas Yamada
Priscila Simões

Contando Histórias

Muito vem se falando sobre o Storytelling . Todas as empresas agora querem implementar o Storytelling. Todas as agências querem utilizar o Storytelling com seus clientes e o mais importante, todas as pessoas querem fazer parte desse fenômeno.

Mas afinal, o que é Storytelling?

Traduzindo ao pé da letra, teríamos algo como Contar Histórias. Pensando no conceito mercadológico também pode-se dizer que seria o ato de Contar Histórias exatamente como a sua mãe fazia ao pé da sua cama, mas utilizando de técnicas e ferramentas bem definidas.

Certo, mas como funciona?

O Storytelling aparece no mundo empresarial como uma forma nova de trazer o consumidor mais perto das suas marcas. Num cenário onde a comunicação tradicional se mostra falha, com uma deficiência em relação à confiança do consumidor, as empresas buscam formas de trazê-los para interagirem com as suas marcas, estreitando o seu relacionamento. O Storytelling se dispões exatamente a convidar o consumidor a participar da comunicação.
Quando uma empresa conta uma história, ela instiga a imaginação e faz o espectador ter uma experiência de imersão no que é contado pela marca. Utilizando de técnicas de criação de personagens, roteiro e ritmo, consegue-se fazer o espectador sentir e deduzir exatamente aquilo que a marca quer passar, e de uma maneira sutil e envolvente, trazendo muito mais credibilidade e aumenta a sua pontencialidade de viralização.

Certo, mas como se conta uma boa história?

Uma boa história segue esses quatro conceitos:


Grandes Personagens: Boas histórias precisam de personagens bem construídos. É necessário pensar na história por trás do personagem, como ele chegou ali, quais são seus anseios e como ele pensa e age. Só assim ele terá a maior verossimilhança possível, tornando a história e o personagem envolventes.

Conflito: É o motor da história. Sem um conflito a história perde totalmente a graça e a razão de existência. O conflito deve ser a aquilo que leva o personagem a passar por todas as barreiras da história e o faz passar pela transformação tratada na história. O personagem evolui durante a trama.

Universo ficcional: É o que enquadra a história e da contexto para o personagem e o conflito. Ele deve ser crível e consistente, ajudando a trazer verossimilhança para a história.

Trama Bem Costurada: A trama tem que ser pensada para que faça sentido e puxe a atenção do espectador. Ela deve caminhar dentro da lógica clássica de 3 atos. No primeiro ato, se apresentam os personagens, no segundo temos o clímax, onde a maior parte da história fica e no terceiro o desenrolar do que aconteceu.


*Para uma melhor visualização, assista em Full-Screen, e aperte a seta para a dar continuidade a apresentação

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Who tell stories, speak to the heart.

Toda criança adora ouvir histórias sobre fadas, príncipes, dragões. Todos os jovens amam escutar acontecimentos nos quais eles gostariam de estar presentes, relacionados a coisas que os agradam. Todos os adultos adoram se reunir para jogar conversa fora e contar, uns para os outros, como sua vida tem andado e seus fatos inusitados mais recentes. Todos os velhinhos têm muito apreço por contar aos mais jovens sobre "como as coisas eram no seu tempo". Você deve estar se perguntando onde eu quero chegar com essa história, certo? Já te explico.
A gente já está cansado de saber que para conseguir sucesso com um produto no mercado a gente precisa ter um marketing mix muito bem estruturado. Também já ouvimos bastante que não basta anunciar as coisas uma única vez, ainda que nos lugares certos, para que os consumidores se lembrem da nossa marca. Agora, o que fazemos quando nosso objetivo vai além disso e não queremos só que os consumidores lembrem da gente e comprem nosso produto, buscamos gerar um identificação por parte do público. Recentemente conheci um ótimo caminho para chegarmos a esse objetivo: o Storytelling.

O Storytelling é uma técnica muito interessante que une a arte de contar histórias a empresas que tenham algo interessante a dizer, ajudando-as a construir suas MARCAS. Esse conceito parte do princípio de que a essência de uma marca é conteúdo para gerar uma história capaz de cativar a atenção do consumidor, envolvê-lo e conquistar sua identificação.

Para isso, o processo de criação de histórias para marcas conta com quatro principais elementos:
- Grandes personagens
- Um conflito
- Um universo ficcional
- Trama

Os GRANDES PERSONAGENS são os responsáveis por guiar a história. Estes devem ter um background de experiências vividas, devem ter uma personalidade muito bem definida e deve pensar, se questionar, para gerar o próximo elemento essencial à história.
O CONFLITO é o motor da história. Basicamente, ele reflete os desejos do personagem em foco (o que ele quer) conlfitando as barreiras diversas que esse personagem encontra (o que o impede de conseguir o que quer).
Paralelamente, é preciso que a história tenha um UNIVERSO FICCIONAL. Este pode ser igual a realidade, ou não, mas deve dar um contexto para a história a ser contada. A única exigência é que ele seja crível, que alguém acreite nessas premissas para que a história seja válida.
Por fim, a TRAMA é a forma como a história se desenrola. Ou seja, qual a sequência dos fatos (começo, meio e fim) e quais são os pontos altos e baixos da narrativa - isso é muito importante para estimular as emoções do público.

Quem me contou tudo isso, foi o Marcelo Douek, da Lukso Sotry and Strategy. A Lukso é uma empresa especializada em traduzir a essência de marcas em histórias.
Para ilustrar o conceito de Storytelling, o Marcelo trouxe alguns exemplos que mostram a aplicação desse caminho, na prática.

O mais interessante, na minha opinião, foi o da Innocent Smoothies. Marca de smoothies inglesa, a Innocent Smoothies decidiu criar toda uma história envolvendo seus produtos, desde sua criação, até seus posicionamentos e campanhas. Abordando, então, um conceito que a marca traz no próprio nome - a inocência -, a empresa conta que foi criada de forma inusitada, dá suas próprias receitas para o público e explica que toda sua existência se dá de forma diferente a outros produtos. Vale a pela conferir os vídeos abaixo, e se quiser saber mais sobre a marca, acesse www.innocentdrinks.co.uk.





Legal, né?
Toda essa história me fez lembrar uma marca que conta uma história muito legal também. A Johnnie Walker. Um de seus comerciais retrata perfeitamente o Sotrytelling, e eu achei que tinha tudo a ver com o conceito assim que ouvi sobre ele.
A marca, que se posiciona como tradicional e "entendedora" do que faz, criou um comercial que conta toda a tragetória da empresa, desde sua criação, até os dias de hoje. Mas isso é feito de forma muito interessante e, ao final, você assistiu a diversos minutos de vídeo, e não percebeu. Confira:



Desde sempre, há muita reflexão sobre a criação de histórias. Uns dizem que são metáforas da vida que nos ajudam a compreender nossa natureza, ou que são uma representação da vida, mas sem as partes chatas. A Lukso defini história como uma sequência de eventos organizada de forma especial que a torna capaz de comover pessoas, sociedades e organizações.
Eu prefiro pensar que não há tanta mirabolância para que histórias sejam criadas. Para mim, são somente coisas interessantes... opa, espera aí. Preciso ir, acabei de lembrar que tenho uma história pra contar pro meu amigo...

CSO6A
Adriano de Laurentiis
Felipe Zanardo Chammas

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Google it: “Davi Cosso”.

Como começar um texto sobre a empresa que foi titulada pela Great Place To Work (GPTW), como o melhor lugar para se trabalhar em 2010 e 2011? Quem é Larry Page e Sergey Brin? Com quantos paus se constrói uma canoa? Por que o Aquaman fala com peixes ?
Se tem algum lugar que pode te auxiliar e lhe dar respostas para tais perguntas, esse lugar é o Google!
Para entendermos melhor o que é essa empresa, Davi Cosso, Account strategist do Google Brasil veio até a ESPM nos dar sua percepção.
Há alguns anos atrás, mais precisamente em 1996, Larry e Sergey tiveram uma ideia e investiram seu tempo nela, e trouxe resultado. Assim eles criaram um mecanismo de pesquisa chamado “BackRub” que usava links para determinar a importância de páginas na web.Em 1998 eles batizaram sua ideia de “google”, como analogia a palavra “googol’” (uma linguagem matemática que representa o número 1 seguido de cem zeros), e o resto não precisamos contar, é extremamente perceptivo a evolução da Google, como disse Davi “De um pequeno espaço com 2 computadores em uma sala dos professores, para o mundo”.
E do mundo para o Brasil, a gigante de tecnologia americana já tem dois escritórios no Brasil sob a presidência de Fabio Coelho, um em São Paulo, inaugurado em 2006, e responsável pelo monitoramento dos seus serviços na região, como You Tube e Google Maps, e o braço publicitário da companhia. O outro está em Belo Horizonte, onde fica seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, único da empresa na América Latina.
Bom, mas chega de falar de histórias e vamos falar de negócios! Como é o método de trabalho da Google?
A Google trabalha no modelo 70/20/10, mas o quê significa isso?
Basicamente, significa que 70% do trabalho é dedicado ao core business, busca e publicidade, 20% para projetos relacionados e apenas 10% é para inovação.
Para falar dos 70% nós temos que citar a publicidade, e para isso a google desenvolveu o Adwords e o Adsense, que funciona através da relevância da veiculação, ou seja o anúncio do cliente é veiculado na página certa, nos assuntos relevantes, como disse o Davi  “ A google não anuncia MP3 em página de procurar por “apartamento em São Paulo” , e é por isso que dá certo!".
Já com relação aos 20% para projetos relacionados, temos que falar do desenvolvimento dos sites, aplicativos entre outros produtos. E os famosos 10% para inovação, que todos nós queremos saber como funciona, como surgem as ideias genias do nada, como eles continuam sendo uma empresa referência em tecnologia online?
A resposta está em 9 princípios que a Google segue como guia na sua inovação, e que nosso palestrante Davi fez questão de nos contar, são eles:
1. Inovação, não perfeição instantânea
 2. Ideias vêm de todos os lugares
3. Licença para perseguir seus sonho
4. Não mate projetos, transforme-os
5. Compartilhe o máximo de informação que você puder
6. Usuários, usuários, usuários
7. Dados são apolíticos
8. Criatividade adora restrições
9. Você é brilhante? Estamos contratando.

Mas para realmente dar certo e funcionar bem, a Google conta com os googlers, quem são eles?
Um googler é inovador, bem-humorado, carismático, ousado, curioso, responsável, profissional e, acima de tudo, brilhante. Esse é o perfil de funcionário que o Google contrata em todo mundo e no Brasil sua ação não é diferente. Mas não pense que é fácil, porque não é. Para fazer uma comparação próxima do nosso universo, entrar na Google é quatro vezes mais concorrido que uma vaga em Medicina na USP. Porém, se você desistiu de medicina por ser tão difícil de entrar e por não ter muitas expectativas da vida estudantil, não faz sentido você desistir da Google, pois embora seja difícil, o ambiente de trabalho da Google é o melhor do mundo. Já pensou  ter festas semanais, andar de patinete, skate ou bicileta para as salas de reunião, poder levar seu cachorro para o trabalho ou até mesmo receber incentivos para decorar sua mesa?
É essa a realidade da vida de um googler, porém para ter tantos benefícios são necessárias duas coisas: conseguir um “Larry’s approval” e trabalhar muito.
Em meio de tantas perguntas e respostas, terminamos esse post
com uma dúvida: Será que um dia teremos um “Larry’s Approval” ?

Não perca o nosso vídeo com a cobertura da palestra, está divino!

Palestra ESPM - Google com Davi Cosso from Avá Araujo on Vimeo.


Grupo 1 CSOS6D
Gustavo Córdova
Henry Mandelbuam
Patrick Turtchin
Pietro Soldi
Raphael Araujo
Vinicius Pineschi

Fontes:
Revista Época “As 100 melhores empresas para se trabalhar no mundo”.
Palestra com Davi Cosso.

Are you feeling lucky today?




A definição de pesquisar no dicionário é: “Indagar, investigar, procurar com diligência”. A Google através de seus serviços inovou e complementou essa definição. Atualmente, a definição adequada seria “GOOGLAR”: indagar, investigar, procurar qualquer coisa de maneira rápida e fácil, e o melhor de tudo: Online!
 Em alguns países, “GOOGLE IT” virou o sinônimo de “Pesquise”. Ao entrar no site do Google é possível ter acesso a informações de forma rápida e eficiente.
Semana passada a ESPM recebeu Davi Cosso, um dos funcionários da empresa mais inovadora de todos os tempos, a Google. 
Um dos temas abordados na palestra foi o processo seletivo para se entrar na empresa. Descobrimos que a Google, num primeiro momento, realiza a habitual seleção de currículos, em que somente os estudantes das faculdades renomadas do país são selecionados. Feito isto, há a preocupação em pesquisar o passado de seus candidatos, averiguando itens como notas do colégio, posição no vestibular, médias globais na faculdade e desempenho nos estágios/trabalhos anteriores. Ao passarem por este estágio, como de costume, os candidatos passam por uma serie de entrevistas até a efetiva contratação. Esse processo, segundo Cosso, dura em média de 3 a 6 meses.
Achou demorado demais? Difícil de mais? Muitos na palestra também acharam, porém a justificativa de Cosso para esse processo é simples : “A Google faz isso, porque ela pode fazer.”
Sim, uma empresa que tem ganhado consecutivamente prêmios como a “Melhor Empresa para se trabalhar” e “Empresa dos Sonhos dos Universitários”, de fato deve receber muito mais currículos do que a maioria das outras empresas. Um exemplo disso é o Programa de Estágio Gooogle, que teve uma média de candidato por vaga três vezes maior que o curso de medicina na USP. Bom, realmente a Google é uma febre, mas por quê?
Tudo começou em 1995, quando dois estudantes da Universidade de Stanford, Sergey Brin e Larry Page, dividiram o mesmo desejo: tornar possível a obtenção de dados relevantes sobre um assunto específico na internet. A busca, naquela época, não era nem de longe o que temos nos dias atuais, mas isso estava prestes a mudar.  Juntos criaram o  BackRub, sistema  que rastreava os links da internet . Neste mesmo ano, os amigos começaram a montar servidores utilizando maquinas de baixo custo e em poucos anos alcançaram um numero tão grande de dados que precisaram utilizar um dormitório da universidade. O monstrinho havia virado um problema para universidade, pois quando eles trabalhavam a internet de toda a faculdade parava. Era necessário dinheiro e um lugar novo e depois de uma longa caça a possíveis investidores Andy Bechtolsheim apliciou $100,000 dólares na empresa. Como o cheque estava endereçado à Google Inc, Larry e Sergay tiveram que regularizar a empresa, em seguida se mudaram para uma garagem. Nesta fase o site já respondia por uma média de dez mil requisições por dia e um ano depois atingiu os 500.000 acessos diários.
Com a segunda mudança de endereço começou a surgir a Google que conhecemos hoje, a empresa já tinha 60 empregados e a cultura Google de trabalho começou se desenvolver. Não havia paredes e nem distâncias, era todo mundo trabalhando, conversando e se desenvolvendo juntos, esse clima informal estimulava as ideias e isso refletia no portal, que devida a sua velocidade inigualável, atraía cada vez mais gente. Na metade do ano 2000 a Google já recebia prêmios por ser o maior portal de buscas da internet, mas a dupla mais esperta do mundo não estava satisfeita, estava nascendo o AdWords.  Depois disso veio o AdSense, Google Labs, Google Toolbar, Picasa, Gmail, Orkut, Youtube e mais tudo aquilo que nos faz pensar “Como a minha mãe conseguiu sobreviver tanto tempo sem a Google?”
Gostaram da historia? Então veja esse vídeo e goste ainda mais:
Olhando para trás, é possível perceber uma coisa que parece gritar no texto: INOVAÇÃO. A Google é o que é por conta disso, mas também por conta do seu regime de trabalho o famoso 70/20/10: 70% do tempo dedicado ao trabalho em busca e publicidade, 20% destina-se a novos produtos e 10%  para a livre criação, de onde surgiu o Gmail e o Picasa . E para garantir que seus funcionários desenvolvam-se de forma ousada, inteligente e criativa, a Google segue os seguintes princípios de Inovação:

1-Inovação, não perfeição instantânea;
2-Idéias vêm de todos os lugares;
3-Licença para perseguir seus sonhos;
4-Não mate seus sonhos, transforme-os;
5-Compartilhe o máximo de informação que você puder;
6-Usuários, usuários, usuários;
7-Dados são apolíticos (os dados não mentem);
8-Criatividade adora restrições;
9-Você é brilhante? Estamos contratando.
  
O Street View ilustra todos esses pilares, visto que foi uma idéia inovadora, vinda de um funcionário brilhante, que pensou em todos os usuários que idealizavam conhecer o mundo sem sair de casa.  Para a sua criação, a liberdade e a maturação da ideia foram essenciais para que o projeto fosse concluído. Na falta de um super satélite, a ideia desenvolvida foi uma simples câmera em cima dos carros.
                  Além desses princípios a Google trabalha responsabilidade em pequenos atos:
-        Energias Renováveis: além da utilização na empresa, ainda contam com arenas de estudo e implantação dessa tecnologia fora dela.
-        Google Grants: algumas ONGs são beneficiadas com créditos para serem usados com publicidade via Google Ad Words.
-        Doodle for Google: incentivo a atividades criativas, abrangendo diversas faixas etárias.             
-        Go-Self Powered Commuting: estimula os Googlers a utilizarem bicicletas ou meios alternativos/sustentáveis de transportes.
-        Google Serve: os Googlers são incentivados a desenvolver atividades pré-estabelecidas com benefício sócio-ambiental durante um dia de trabalho.

Tá.
E aí?
Isso tudo funciona como modelo de negócio? Então como a Google ganha dinheiro?
A maior parte de sua receita vem da publicidade, que deve ser relevante. O Google inverteu a ordem que antes era gerar público para um produto. A empresa percebeu que os anúncios  veiculados por ela, deveriam ser tão uteis quanto quem anuncia, de forma que o anuncio  acabe sendo  uma fonte de informação.
Existem duas formas de se anunciar; por meio de Busca Organica e links Patrocinados . A Busca orgânica nao há dinheiro que compre, se o anúncio nao tem relevância, nenhum dinheiro o fará estar em alguma página que o anúncio nao se adeque. Já os links patrocionados são pagos, sendo assim quanto mais palavras de busca  for comprada, mais o seu anuncio aparecerá.  A relevância que o Google tanto fala está na segmentação: de país, estado, cidade, dia, horário, hábitos de consumo e lazer  entre outros como contextual (palavras – chave), Tópicos (turismo), manual de sites (ad planners), categorias de interesse (quem busca assuntos de turismo, busca assuntos relacionados) e remarketing (quantas vezes essa pessoa entrou no site ?) Hoje o Google  cobre 75% da publicidade na internet. 
Existem muitas ferramentas disponíveis que conseguem ter cobertura e pertinência para o diálogo entre anunciante e usuário. Isso deve-se ao banco de dados que o Google criou observando comportamento de cada usuário. Dessa forma e possível colocar um anuncio seja na pagina do Orkut ou num vídeo de youtube, um assunto de relevância para o usuário num espaço em que não necessariamente venda um produto, transformando um produto em informação.
Com esse modelo de negócios, não é de espantar que o Google seja hoje a segunda marca mais valiosa do mundo.
Para saber mais...
                                                                      Google it!


CSOS6A-Grupo1

TGI Google!



O Google foi criado por dois alunos da faculdade de Stanford que desenvolveram um algoritmo para pesquisa orgânica, com a idéia de organizar todas as informações do mundo e torná-las acessíveis  e úteis. O Google hoje é a segunda marca mais valiosa do mundo depois de quarto anos consecutivos na liderança além disso é considerada a melhor empresa para trabalhar no Brasil .
O modelo de negócio da empresa preza por inovação e cultura, por isso o seu  modelo é 70/20/10, ou seja 70% do tempo voltado para core business (Google Ad Words e Google Ad Sense), 20%do tempo voltado para projetos relacionados ao core business (Gmail) e o restante de 10% voltado para inovação (Orkut e Gtalk.). O estímulo aos funcionários é algo muito presente na filosofia da empresa.
O Google conta ainda com nove princípios de inovação, são eles: inovação não perfeição instantânea; idéias vêm de todos os lugares; licença para perseguir seus sonhos; não mate projetos, transforme-os; compartilhe o máximos de informação que puder; usuários, usuários, usuários; dados são apolíticos; criatividade adora restrições e você é brilhante? Esses princípios representam os rumos de todas as ações realizadas interna e externamente.

A empresa está envolvida também em vários projetos socioambientais, como a utilização  de painéis solares como fontes energéticas renováveis. Existe ainda o Google Grants, projeto que beneficia ONG´s com créditos para serem gastos com publicidades via Ad Words. Outra atividade realizada pelo Google é Doodle, que incentiva atividades criativas para diversas faixas etárias através de um concurso para desenhar o logo da marca na homepage.
O Google ainda desenvolve diversos projetos voltados para o público interno, auto intitulado de “googlers”: Self Powered Commuting (os googlers que vão ao trabalho por um meio que são o próprio motor acumulam pontos que são trocados por doações para caridade), Google Serve (uma data do anos que os googlers são incentivados a desenvolver atividades pré estabelecidas voltadas ao benefícios socioambiental) e Bike To Work Day (um dia que a empresa incentiva todos os googlers a irem para o trabalho de bicicleta).
O principal negócio do Google hoje são os links patrocinados (aqueles encontrado na parte superior e lateral). Os links podem ser comprados via leilão AD Words. O sucesso da empresa consiste no embasamento dos links por relevância e pelo marketing de interesse, onde a mensagem emitida está completamente associada ao produto. No vídeo abaixo podemos entender como funciona o mecanismo básico do leilão: goo.gl/EvXi



O Google conta hoje com uma rede de display composta por sites, feeds, games, social medias e  network. Os sites parceiros da empresa  são 25 milhões de usuários domiciliares com um alcance de 74%. Somente o Orkut conta conta  24 milhões de usuário domiciliares com um alcance de 73% e por último o Youtube com 18 milhes de usuários domiciliar.
Como forma de diferenciação,  a empresa  faz uma segmentação dos site por objetivo, que pode ser contextual, tópico ou manual. A segmentação de usuário pode ser por categoria de interesse ou remarketing. Com idéias inovadoras e espaço para a criatividade assistida, o Google revolucionou o modelo tradicional de negócios e foi pioneiro no desenvolvimento de um novo olhar acerca do mundo real e virtual.